Eu tinha uns 8 ou 9 anos de idade quando li, num livro de curiosidades que meu avô tinha, sobre como Arquimedes tinha defendido Siracusa da invasão romana instalando espelhos côncavos que refletiam a luz do sol e concentravam seus raios, incendiando os navios inimigos quando eles entravam no porto.
Essa história nunca teve evidência de ter realmente acontecido, mas depois foi repetida por um professor de física, pois fazia todo sentido.
Arquimedes também foi aquele que gritou “Eureka!” depois de ter tido a ideia sobre como testar se a coroa que o rei tinha recebido de presente era ouro ou não sem ter que derretê-la.
É desse senhor também o conceito da alavanca, o princípio do empuxo, foi um dos primeiros a calcular o valor de pi, entre outras genialidades que quem é de exatas viu bastante na sala de aula.
Ele viveu há mais de 2200 anos e se alguém tivesse me contado, quando eu tinha 8 anos, que um dia iria visitar Siracusa e pisar no mesmo chão que Arquimedes pisou, eu não ia acreditar, mas ficaria impossivelmente feliz.
Agora acho que dá para ter uma ideia do que eu senti quando pisei nesse lugar, vi essas casas antigas, essas ruas de pedra, essas águas transparentes e uma catedral construída em cima de um templo grego, usando suas colunas como estrutura.
Sério. A Ligia de 8 anos não acreditaria. Acho que nem o avô dela…
É, minha gente; a vida presta. E muito.
A parte histórica de Siracusa fica num ilha chamada Ortigia, quase colada na ilha maior, a Sicilia.
Tem muitas praias de águas transparentes, ruelas estreitas e movimentadas e muita cerâmica colorida.
Nas ruas mais largas, todas as árvores são buquês gigantes de flores.
A comida… bom, a comida é italiana E siciliana. Ou seja…
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