A história da vez é “Monsieur Ibrahim und die Blumen des Koran” (algo como “Seu Ibrahim e as flores do Corão”) contada por um autor francês, Eric-Emmanuel Schmitt e conta a história de Moses, um menino que vive sozinho com o pai depressivo (a mãe abandonou ambos quando ele ainda era neném), que ignora completamente a existência do filho. Moses é esperto, mas compreensivelmente carente e inseguro. Em suas andanças, acaba ficando amigo de um árabe muçulmano que tem uma quitanda no bairro. A amizade deles é cheia de casos engraçados, mas com sacadas bem bacanas.
Vamos falar de trabalho?
O frio na barriga ao iniciar uma nova vida profissional está grande, mas sei que não estou sozinha. Descobri isso na estante de uma livraria, nas páginas de “How to find fulfilling work”, de Roman Krznaric.
A prova e a terceira mentira
Penso que não apenas os designers, mas todos os profissionais das áreas conhecidas como”criativas” sempre ganham muito quando lêem boa literatura. Além de uma verdadeira delícia que é poder desfrutar de tanta inventividade, dá para aprender e se emocionar bastantão.
Para não odiar as segundas-feiras
Tem um povo no Facebook e no Twitter cujo esporte predileto é lamentar a chegada da segunda-feira. Não sei se estão profundamente insatisfeitos com o trabalho ou apenas refletindo um sentimento comum à maioria das pessoas.
Porque a sexta é melhor que o sábado
Por que as pessoas tendem a ver sempre o lado positivo das coisas? Não tem mistério: somos programados assim por uma questão de sobrevivência, olha só.
O grande caderno
O livro “Das große Heft” (O grande caderno) de Agota Kristof, conta a história de dois meninos que são deixados pela mãe na casa da vó, por causa da guerra. A avó é uma bruxa daquelas horrorosas, mas os meninos (gêmeos) têm uma capacidade de adaptação impressionante. Eles conseguem conviver com a megera e passar pelos horrores da guerra aparentemente incólumes. Recomendo.
Arte ou vandalismo?
O babado é a seguinte: em Berlin há pedaços do muro em vários pontos da cidade, deixados de propósito, para que as pessoas se lembrem por onde ele passava. Pois um desses lugares é a Potsdamer Platz, um lugar que ficou por muitos anos abandonado; era um grande descampado com um muro passando no meio.
Vai daí que algum turista engraçadinho resolveu colar um chiclete mascado no muro. Outro viu, gostou e copiou. E assim é o ser-humano: o troço virou moda e não duvido que alguém vá até a esquina comprar chiclete só para mascar e colar lá.
Um banho de aula!
É que aqui em Berlin, cada bairro também tem uma piscina pública com o mesmo conceito dos banhos turcos; a diferença é que elas não funcionam com águas termais porque aqui não tem, além de serem bem mais recentes (não tem que fazer exame médico nenhum, é so pagar e entrar… será que não dá micose?).
Como não escrever um perfil
Não faz muitos anos, a pessoa só precisava descrever suas competências profissionais no currículo (mesmo assim, só quando precisava achar um emprego). Hoje, além da fila andar muito mais rápido, tem muita gente trabalhando de maneira autônoma ou como pessoa jurídica.
Vai daí que quase todo mundo que está no mercado precisa se apresentar profissionalmente de maneira resumida, seja em sites, blogs, redes sociais, palestras, artigos, entrevistas ou até, veja só, o bom e velho currículo.
O que tenho visto é que tem um povo por aí misturando as coisas e compromentendo seu futuro profissional por pura desinformação (e, muitas vezes, por falta de noção também).
Já para o banho
Os turcos dominaram Budapeste por 150 anos e sacramentaram os banhos públicos na cidade. Mas os romanos já tinham começado com a coisa no começo da era Cristã quando perceberam que Budapeste era rica em águas termais.
Para que não se percam mais Turings
Hoje aconteceu a Parada Gay aqui em Berlin, mais conhecida como Christopher-Street Day. O nome vem de uma rua de New York, onde, em 28 de junho de 1969, num bar chamado Stonewall, houve a primeira manifestação pública contra a homofobia. Com o tempo, vários países da Europa adotaram o final de junho para fazer a festa (o Brasil também).
Nesse ano, mais um motivo chama atenção para o fato: hoje é também o aniversário do nascimento de Alan Turing, precursor da informática e um dos maiores gênios matemáticos que a Inglaterra já produziu. Todo mundo que trabalha com informática já ouviu falar da Máquina de Turing, um protótipo de um dos primeiros computadores. Alan inventou o conceito de algoritmo e, além disso, era filósofo. Durante a Segunda Guerra Mundial ajudou os militares a decifrar os códigos criptografados dos nazistas com a máquina criada por ele chamada Enigma.

Quero ser rica
Reparando esse cenário em que a gente vive, de pessoas ensandecidas para trocar aparelhos em excelente estado de funcionamento, fico me lembrando de um conto de ficção científica que li há muitos anos e me impressionou muito.
