Eu sei que é um pecado a pessoa passar tão pouco tempo nessa cidade maravilhosa, mas a oportunidade surgiu, e eu não resisti!
Meu marido está desenvolvendo um produto para uma empresa americana — o cliente estava na semana passada em Paris em uma feira e enviou o protótipo pelo correio para Berlin. Acontece que o correio francês se recusou a enviar um pacote com um equipamento eletrônico sem nota fiscal, com um remetente americano. Resultado, devolveram o pacote para o hotel.
Como esposa dedicada que sou, prontamente me ofereci para ir buscar pessoalmente o protótipo (as coisas que a gente não faz por amor…rsrs).
Assim, peguei o trem noturno, cheguei depois do almoço, fui no hotel, peguei o pacote, dormi uma noite na cidade luz e no dia seguinte à noite voltei para Berlin.
Olha, se é possível ver mais coisas em tão poucas horas, desconheço. Cheguei em casa aos pedaços (foram 37 km caminhando em dois dias!!), mas os olhinhos felizes e bem alimentados. Só não estava melhor porque o dia estava nublado (luz ruim para fotos). Fora isso, já quero voltar!
A pessoa nem sabe para que lado olha! A boa foi que eu li o livro que tinha levado na viagem de ida, e, como não leio francês, custei para achar alguma coisa.
Eis que me lembrei que a livraria de livros em inglês mais famosa do mundo fica em Paris! Voilà! Lá fui eu para a Shakespeare & Company só para me deparar com uma fila gigante de gente querendo entrar. Mas do lado de fora tinha uma estante de livros usados. Achei um e falei para o segurança que só queria pagar (era verdade!) e furei a fila…rsrs… Voltei com o meu livro carimbado!
Fica a dica!
Quando o dia está feio (mas a cidade, nunca!), uma boa pedida é andar pelas “passages”, que são corredores cobertos entre ruas, cheios de lojinhas de antiguidades, galerias de arte e restaurantes. Aqui as cerejeiras também já abriram; pena que a luz estava péssima para fotografá-las. No mais, não dá pra dizer que não aproveitei.
Olha, eu já visitei muitas bibliotecas maravilhosas na vida (na verdade, é um dos meus hobbies favoritos), mas nunca tinha visto uma biblioteca histórica tão acessível.
A Biblioteca Nacional da França e sua sala oval estão disponíveis para qualquer pessoa que queira visitá-la; não tem ticket e nem reserva — é só chegar, escolher um livro, sentar no sofá e ler. É um pouco concorrida, claro. Mas fiquei chocada com tamanha maravilhosidade.
Já coloca aí na sua lista quando for a Paris!
Essa é a maior biblioteca de arte do mundo; a Biblioteca do Instituto Nacional de História da Arte (INHA). Pena que, ao contrário da outra, que fica no mesmo prédio, essa só é acessível para estudantes. Os curiosos e deslumbrados como eu, têm que ficar na porta, só admirando tamanha lindeza…
Uma coisa que me fascina é a força que os animais que guardam as portas das edificações antigas têm. Os leões me lembram sempre a minha mãe (é o signo dela); se bem que alguns parecem meio desanimados ou amedrontados. Já que são guardiões, qual seria o propósito? Também amei o galo que guarda uma das portas externas do prédio da Biblioteca Nacional. Você também repara nesses detalhes?
Nem parece que só passei um dia e meio em Paris… nunca vi uma viagem render tanto!
Cheguei em casa exausta, mais très heureuse…
Espero que tenham gostado! Au revoir!













































































































Obrigada, Lígia!