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Medo de quê?

Reza a lenda que o medo de falar em público chega a superar até o medo da morte para alguns profissionais. Exageros à parte, meu medo é bem outro.

Adoro fazer palestras e não vejo como poderia ser diferente. Reflita: você viaja, fica num hotel bacana, é tratada com todas as mordomias, fala durante pouco mais de uma hora e ainda ganha para isso. Invariavelmente, as pessoas vão aplaudir no final e algumas até arriscarão alguns elogios. Sempre haverá os mais empolgados que lhe dirão maravilhas (aliás, é impressionante como as pessoas são civilizadas em palestras; mesmo um troglodita no trânsito vira um modelo de comportamento e não ousa dizer que já tinha ouvido a piada sem graça antes ou que sua voz é chata). É facílimo sair de uma apresentação se achando a rainha da cocada preta; você dorme nas nuvens, uma verdadeira delícia.

Meu medo, o maior de todos, é acordar no dia seguinte e continuar me achando a rainha da cocada preta.

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Fortuito, intensificar e preparativo

Celeste teve que sair correndo para alcançar Fortuito, seu lindo labrador dourado. Ela nunca conseguia dar conta da energia do peludão; todo dia, quando saíam para passear, Celeste era praticamente arrastada por ele. Foi errando como um vagão desgovernado que acabou abalroando o Argemiro, indivíduo mau-humorado e pouco dado a relacionamentos sociais. O azedume do Argemiro era mundialmente conhecido por causa das declarações carregadas de fel que distribuía generosamente em várias línguas em sua conta no twitter, alcunhada @f***.

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Batina, próclise e esclerosar

Mais um contículo que nasceu de 3 palavras achadas aleatoriamente no dicionário. Vamolá!

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Creusa olhou desanimada para o espelho. Estava gorda como uma baleia. O vestido até parecia a batina daquele frei redondinho que fazia o meio de campo entre Romeu e Julieta. Horror. Precisava desesperadamente fazer alguma coisa. Não adiantava pedir conselho para a Bartira; essa, então, quando usava cinto, parecia mais um colchão enroladinho amarrado com uma corda. Mas era sua melhor amiga e entendia bem seu drama; então, o jeito foi desabafar.

– Colega, precisamos fazer alguma coisa. A festa da Babete é na semana que vem e se continuar nesse shape, a gente não vai pegar ninguém. Cê tá sabendo de alguma dieta nova, por acaso?

– Claro, Crê, tô sempre por dentro das calorias das famosas. Agora tem a dieta da Próclise, última moda em Hollywood.

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Papo cabeça

O nome Suzana Herculano não me era estranho, mas nunca tinha prestado muita atenção até ser completamente abduzida por uma reportagem da TPM (minha revista favorita). Lá fiquei sabendo que a moça formou-se em biologia aos 19 anos e foi estudar genética nos Estados Unidos, quando apaixonou-se por neurociência. Mergulhou literalmente de cabeça no negócio e já recebeu prêmios internacionais de respeito por sua pesquisa na área. Pensa que a nega é daquelas CDFs que nem sabem o que é batom? Pois saiba que é uma morena bem bonita, mãe de dois filhos, que também toca piano, violão, violoncelo e flauta transversal. Já fez musculação, corrida, sapateado e agora pratica pilates. Lê de tudo um pouco, vai ao cinema, adora viajar e escreve muito bem. Enfim, como não se apaixonar? Virou minha ídola instantaneamente.

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Por quê?

Estava lendo Start with why, de Simon Sinek, e me dei conta de que a gente não dá muita bola para algumas coisas realmente importantes em marketing. Não que Simon tenha feito alguma descoberta extraordinária que o pessoal que estuda ciência cognitiva já não tenha estudado, mas ele descreve as coisas de uma maneira tão simples que faz todo o sentido.

Simon começa questionando se você sabe porque os clientes de sua empresa são clientes. E por que os funcionários são funcionários, parceiros são parceiros? Por que seu cônjuge continua com você? Por que seus amigos são seus amigos? Perguntas um pouco complicadas de responder, né? Afinal, a gente sabe muito pouco sobre o que move a conduta das pessoas e a interação entre elas.

Para tentar ajudar na busca de respostas para essas questões tão importantes, Sinek explica que o comportamento humano pode ser influenciado basicamente de duas maneiras: manipulação e inspiração.

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Vida fumê

A minha implicância com o vidro fumê não vem de hoje – nunca gostei desse efeito. Essa forma plasmática em sua versão enfumaçada (você sabia que o vidro é um líquido de alta viscosidade?) tem o poder de descolorir o dia, fazer desmaiar as cores e até tornar o cenário um pouco ameaçador. A pergunta que não fica quieta é por que as pessoas escolhem ver o mundo desbotado de livre e espontânea vontade? E por que ainda topam pagar mais caro por isso?

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A identidade das micro e pequenas empresas

O pessoal do SENAI São Paulo me convidou para publicar um artigo no informativo mensal da instituição sobre design chamado INFOPAPER. Para lê-lo, é só clicar aqui.

Vale a visita, pois tem um montão de artigos bem interessantes na base de publicações deles, escritos por gente que sabe muito . Para quem está pesquisando, é um prato cheio mesmo!

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Chega de CAPTCHAS!

Tá bom, você, como eu, não consegue mais ouvir sobre o tal foco no cliente. É um tal de “nossa empresa tem foco no cliente, viu? Nós acordamos, comemos, trabalhamos, dormimos e sonhamos pensando em como fazer nossos clientes felizes” que não é fácil. Claro que na parede, não falta nunca uma declaração de missão e visão, espremendo a palavrinha mágica “cliente” entre previsíveis e entendiantes gerúndios, combinando bem com a moldura de gosto duvidoso.

E se em vez de ficar nesse teatrinho de roteiro ruim, as empresas realmente pensassem no cliente, só de vez em quando, para variar? Não precisa ser nada muito difícil para começar.