Ontem à noite fui num evento mais que inusitado: uma ópera encenada dentro de uma Stadtbad, ou seja, numa das muitas piscinas públicas de Berlin.
Dragões gigantes
Ontem foi o dia da pandorga (ou pipa, ou papagaio, como queiram) aqui em Berlin. No ex-aeroporto de Tempelhof aconteceu o primeiro festival de pandorgas gigantes, o Festival der Riesendrachen (pandorga em alemão se chama drachen, ou dragão). Segundo os organizadores, algumas peças chegavam a 40 metros de comprimento!

Cérebro de mulherzinha?
Basicamente, o cérebro do homem é maior do que o da mulher porque, na média, os homens são fisicamente maiores mesmo. O peso do órgão varia de 1,2 a 1,4 kg, dependendo do tamanho da pessoa (quem é maior, tem mãos, pés e orelhas maiores; por que o cérebro também não seria proporcional?).
Estação tipográfica
Continuando a série sobre estações de metrô, olha só que bacana essa aqui: na Westhafen (U9), as artistas Françoise Schein e Barbara Reiter imprimiram letras e sinais tipográficos por toda a estação, fazendo experimentos variados com forma, agrupamento e alinhamento na composição. O texto usado é a Declaração Universal dos Direitos do Homem (traduzida para o alemão, claro).
Estações inspiradoras
Agora é a vez de conhecer mais duas estações de metrô de Berlin: Rohrdamm e Jungfernheide, ambas da linha U7 e construídas em 1980 pelo mesmo arquiteto, o alemão Rainer G. Rümmler.
Alemão para debochados 6: falsos cognatos em inglês
Quando comecei a aprender alemão tinha um povo que dizia que ia ser fácil, pois tinha muita coisa parecida com o inglês. Não sei de onde tiraram essa ideia!
Só porque Mutter e Mother, Vater e Father têm pronúncias parecidas, não quer dizer que as línguas tenham algo em comum.
Trocando os pés por um contato
Pois é, enquanto me arrumava, fiquei na dúvida sobre qual sapato usar. Acabei me distraindo com outra coisa e me esqueci de decidir. Saí assim mesmo, sem perceber.
O engraçado é que na ida, como não tinha notado, fui bem desligada, lendo meu livrinho. Na volta fiquei mais atenta às pessoas e aconteceu três vezes, todas com mulheres: elas olhavam para meus pés, davam uma risadinha disfarçada. Eu olhava para elas, ria também e estava estabelecida uma conexão, quase uma cumplicidade. Teve uma senhorinha que, inclusive, puxou conversa e disse que ela já tinha feito isso.
Exercícios para encontrar o trabalho de seus sonhos
Continuando a coluna anterior, em que falava do livro “How to find fulfilling work”, de Roman Krznaric, vou compartilhar alguns dos exercícios que ele propõe e que achei muito interessantes.
Monsieur Ibrahim
A história da vez é “Monsieur Ibrahim und die Blumen des Koran” (algo como “Seu Ibrahim e as flores do Corão”) contada por um autor francês, Eric-Emmanuel Schmitt e conta a história de Moses, um menino que vive sozinho com o pai depressivo (a mãe abandonou ambos quando ele ainda era neném), que ignora completamente a existência do filho. Moses é esperto, mas compreensivelmente carente e inseguro. Em suas andanças, acaba ficando amigo de um árabe muçulmano que tem uma quitanda no bairro. A amizade deles é cheia de casos engraçados, mas com sacadas bem bacanas.
A analfabeta
Desde a primeira vez que pus os olhos sobre “Die Analphabetin”, da Agota Kristof, foi encantamento à primeira vista. É que agora, conseguindo ler um pouco em alemão, já me sinto uma semi-analfabeta. Mas quando cheguei aqui, há quase um ano, a sensação de ver as placas nas ruas, propagandas e vitrines era exatamente essa. Olha, posso garantir que não é nada agradável.
Para não odiar as segundas-feiras
Tem um povo no Facebook e no Twitter cujo esporte predileto é lamentar a chegada da segunda-feira. Não sei se estão profundamente insatisfeitos com o trabalho ou apenas refletindo um sentimento comum à maioria das pessoas.
Porque a sexta é melhor que o sábado
Por que as pessoas tendem a ver sempre o lado positivo das coisas? Não tem mistério: somos programados assim por uma questão de sobrevivência, olha só.
