Eis que, depois de tanto acompanhar debates sangrentos (e, com conhecimentos etimológicos nulos, em nada contribuindo), acabo de me deparar com o artigo do professor Ricardo Martins (queria ser aluna dele), que de fraco não tem nada. Pois o que é que o sujeito faz no artigo? Apresenta justamente uma fundamentação etimológica para a famigerada palavra, colocando uma pá de cal sobre o argumento que eu vinha repetindo como papagaio há tempos.

Palavras que a gente não tem
Você sabe o que significa neko-neko em indonésio? É uma “pessoa que tem uma idéia criativa, mas que só piora tudo”. Você já teve um acesso de sekaseka? Essa palavra zambiense é usada para designar “alguém que ri sem motivo”. Em inuíte existe um termo especialmente criado para o ato de ”ir muitas vezes à porta de casa para ver se a pessoa vem vindo”. É iktsuarpok. Os alemães usam backpfeifengesicht para descrever “uma cara que merece um soco”.
Entendeu ou quer que eu desenhe?
Tem imagem que não chega a valer mil, mas um bom punhado de palavras, com certeza, vale. Nesse mundo babilônico, onde a gente tem que comunicar conceitos complexos em uma …
Chave de ouro
Em geral, gosto de metáforas, mas confesso que tenho uma implicância especial com a tal “fechar com chave de ouro”. Primeiro porque o fechar, nesse caso, é usado como significado de conclusão ou finalização de alguma coisa, não o ato de trancar ou guardar. É por isso que não entendo o que essa chave (ainda mais de ouro) faz aqui.
Simples assim
Aqui falo sobre “As leis da simplicidade”, de John Maeda. Designer gráfico, artista e professor de Media Arts & Sciences do legendário MIT (Massachussets Institute of Technology), ele também fundou o MIT Simplicity Consortium no Laboratório de Mídia. O consórcio é constituído por dez sócios corporativos, incluindo a Lego, a Toshiba e a Time, e tem a sublime missão de definir o valor comercial da simplicidade nas comunicações, na assistência médica e nos jogos. Sua equipe projeta e cria tecnologias para o desenvolvimento de produtos orientados à simplicidade.

A invenção do benchmarking
Há muito mais coincidências entre as histórias de Pitágoras e Jesus do que a gente pode imaginar…
Entrevista CBN
Ontem gravei uma entrevista no programa Mundo Corporativo, da Rádio CBN, apresentado pelo jornalista Heródoto Barbeiro. O programa passou ao vivo pela Internet (teve até perguntas que os ouvintes fizeram …
Ócio, demanda e comichão
Feriadão, João Roberto está no canto da cozinha totalmente tomado pelo tédio, transpirando ócio até pela sola dos pés. Eis que entra Eneida porta adentro, esbaforida: — Levanta, nêgo. Assaltaram …
600 anos do Orloj
Orloj é o nome de uma torre com um relógio astronômico que fica em Praga, na República Tcheca (essa cidade está na minha lista faz tempo) que fez 600 anos …
Será que você é um iconoclasta?
O conceito de iconoclasta é antigo e foi usado pela primeira vez para descrever o imperador Leo II, de Constantinopla. Mas Gregory Berns atualizou a ideia e ela se encaixa perfeitamente aos tempos atuais. Quer saber se você também é um iconoclasta? Leia aqui!

Dicionário analógico
Você conhece o dicionário analógico? Não tem nada a ver com o contrário de digital!

Os logos não são tudo aquilo que se pensava
Acabei de ler “A lógica do consumo: verdades e mentiras sobre o que compramos” e estou encantada, assustada, perplexa, curiosa e cheia de palavras. Pena que a versão brasileira não conseguiu achar nada equivalente para traduzir a grande sacada que é “Buyology”, o título original.
O volume, escrito pelo consultor dinamarquês especializado em global branding, Martin Lindstrom, deveria ser leitura obrigatória para todo mundo que trabalha com marketing, design ou propaganda. É que o sujeito conseguiu parceiros suficientes para organizar o maior estudo até então feito sobre neuromarketing; ou seja, deu um jeito de escarafunchar nosso cérebro para descobrir como tomamos as decisões de compra.Baseada nessa e em outras pesquisas (uma delas provou que aquelas figuras escabrosas que aparecem nas embalagens mostrando os efeitos deletérios do cigarro acendem as áreas relacionadas ao prazer no subconsciente dos fumantes), Lindstrom conclui que os anúncios que mais incitam uma pessoa a fumar são aqueles com advertências. Bonés, cinzeiros e brindes com as cores da marca (mas não necessariamente com ela impressa) ajudam muito, seguidas pelas poderosas imagens subliminares sem nenhuma referência explícita à marca.
