Finalmente acabei de ler “Extremely loud & incredibly close”, do Jonathan Safran Foer. Que o autor é um sujeito extremamente inspirado e sensível, eu já tinha adiantado aqui, com uma amostra de frases brilhantes.
Superstição cidadã
A obra da vez é “The story factor: inspiration, influence, and persuasion through the art of storytelling”, de Annette Simmons.

De onde vêm as boas ideias
Essa é daquelas perguntas que valem um milhão, e Steven Johnson resolveu ser atrevido o suficiente para tentar respondê-la. Olha, preciso dizer: se ele não acertou, chegou muito perto. O sujeito pesquisou bastante e descobriu coisas muito interessantes.
Que tal mudar seu jeito de mudar?
Boa parte dos problemas seria bem mais administrável se as pessoas aplicassem as ideias que os autores desse livro compartilham.
Quando a inovação chegou na cozinha
O genial chef catalão Ferran Adriá simplesmente reinventou a gastronomia como nós a conhecemos. A biografia do mais festejado, polêmico, inventivo e ousado chef de cozinha dos últimos trocentos anos é uma aula de inovação para qualquer um que se interesse tanto por gastronomia como por inovação.
Autor iluminado
Jonathan Safran Foer tem umas tiradas geniais. Seguem alguns trechos de seus escritos (em livros, entrevistas ou textos diversos) com a minha tradução livre a amadora embaixo. Vê se não é de arrepiar.
Tudo é iluminado
Terminei recentemente “Everything is iluminated”, o romance de estreia do já consagrado Jonathan Safran Foer.
O sujeito escreve muito bem, mas muito bem mesmo. Cheio de trocadilhos, jogos de linguagem e ironias. Isso significa que ele escreve em inglês muito melhor do que eu consigo ler, de maneira de tenho certezaque perdi as sutilezas e nuances mais delicadas do texto; paciência (mais uns 3 ou 4 livros dele e vou melhorar muito…ehehe).
O tigre branco
Segundo o talentosíssimo e muito espirituoso Aravind Adiga, autor do “The white tiger”, o tigre branco é um dos animais mais raros que existem; só nasce um a cada geração inteira de tigres. Pois tigre branco é como se auto denomina o protagonista da história, Balram Halwai.
O livro é daqueles que a gente começa e não consegue desgrudar mais, tão bem escrito. Na verdade, é uma carta que Balram está escrevendo para o presidente da China, que, segundo ele soube pelo jornal, vem visitar a Índia. Balram então conta a sua história, triste, engraçada, inocente, perigosa, humilhante, poderosa, curiosa e fonte inesgotável de reflexão. Ele adianta que seu relato é principalmente sobre empreendedorismo, uma vez que de potencial funcionário vitalício de uma casa de chás miserável ele se tornou dono de uma transportadora de respeito.

O olho da mente
Oliver Sacks é um dos neurologistas mais famosos do mundo. Em parte devido ao seu brilhantismo acadêmico; em parte pelo seu talento em explicar coisas complicadas para pessoas comuns. Oliver escreveu vários livros contando e explicando casos muito interessantes sobre como a cabeça da gente funciona.
“The Mind’s Eye” é a mais nova cria desse senhor incansável. Aqui ele fala sobre como nossos olhos conversam com nosso cérebro e o que acontece quando uma das partes não está funcionando como deveria.
O que o cachorro viu
“What the dog saw”é o mais novo livro do Malcom Gladwell (já falei do moço aqui) e reúne suas melhores colunas no jornal The New Yorker, onde escreve desde 1996.
O livro é dividido em três partes: a primeira fala de pioneiros, obsessivos e outras variedades de gênios menores e é o conjunto de textos que mais gostei. Ele relata histórias de pessoas comuns, porém, bem-sucedidas no que fazem, e tenta entender o que passa pela cabeça delas no processo de tomada de decisão.
Fahrenheit 451
No final da adolescência, nos anos 1980, lembro que fiquei muito impressionada com as obras chamadas distópicas (o termo foi cunhado em oposição a utopia, que quer dizer literalmente não-lugar, ou um mundo idealizado, tão perfeito que não existe). Na distopia, os mundos criados também não existem, mas ao contrário de maravilhosos, eles são versões variadas de infernos totalitaristas.
Pois depois de tanto tempo me caiu nas mãos uma outra obra distópica da mesma época que ainda não tinha lido: Fahrenheit 451 (Ray Bradbury). Já tinha ouvido falar e até conhecia a história, mas acabei deixando pra lá e esquecendo.
Fiquei atraída novamente pelo tema quando vim a Berlin em 2010 só para visitar (nem sonhava em morar aqui ainda) e pude conhecer o memorial do artista judeu Micha Ullman na Bebel Platz. Eu já explico o que uma coisa tem a ver com a outra. É que foi nessa praça, em frente à Universidade Humboldt, que em 10 de março de 1933, os nazistas promoveram uma fogueira enorme para queimar mais de 20 mil livros que contradiziam o regime. Na minha infinita ignorância, achava que esse tipo de coisa só tinha acontecido na idade média, muito apropriadamente denominada Idade das Trevas. E não vou enganar ninguém, fiquei bem chocada ao saber de um ato desses em pleno século XX.

A princesa e o design
Publiquei esse texto em 2006 no Acontecendo Aqui, quando esse blog ainda nem existia. Encontrei nos achados e perdidos e penso que ele ainda é atual. Vê se não é …
