Dando continuidade à minha saga de ler o máximo de coisas possíveis em alemão em uma linguagem mais acessível, esbarrei esses dias com a autobiografia do Sidney Sheldon (Mein Leben …
Cool hunter
Já faz alguns anos assisti a uma palestra do queridíssimo Antonio Jorge Petruzzia, um designer de quem sou fã, onde ele dava a dica do livro “Tão ontem“, de Scott …
Lojinhas curiosas: para quem gosta de ler
Duas livrarias irresistíveis em Kreuzberg, Berlin: a Otherland, especializada em ficção científica e a Hammett, que só vende romances policiais. Adoro!
A medida do mundo
“Die vermessung der Welt”, de Daniel Kehlmann, conta a história do encontro de dois dos maiores gênios que a Alemanha gerou: Alexander von Humboldt e Carl Friedrich Gauss.
Correndo da morte
Li “Beat the reaper” (Josh Bazell) por indicação do Conrado, que tinha gostado muito. Traduzir o título é bem difícil; coloquei “correndo da morte” para capturar o sentido de desafiá-la e tentar ganhar dela, mas não cabe como tradução literal.
O homem de cem anos que pulou a janela e desapareceu
Sabe uma história bem contada, inusitada e cheia de reviravoltas? Pois é, “The hundred-year-old man who climbed out of the window and dissapeared”, do sueco Jonas Jonasson, é dessas. O author, um respeitado jornalista que resolveu largar tudo e se mudar para um sítio na Suíça e escrever o romance, é muito imaginativo.
Para ler com os olhos apertados
Durante a viagem do final do ano, fui virtualmente até o Japão e convivi uma semana com Aomane e Tengo, os protagonistas de 1Q84, de Haruki Murakami.
Oskar e a dama de rosa
Lá se foi mais um livrinho daquela coleção fofa de livros de bolso encadernados com tecido metalizado e fitinha de seda para marcar. A história da vez mais parece sessão da tarde (de fato, fizeram um filme baseado no livro).
Mas olha, recomendo que todo mundo leia a história do Oskar, viu? Seria melhor para todos…
Monsieur Ibrahim
A história da vez é “Monsieur Ibrahim und die Blumen des Koran” (algo como “Seu Ibrahim e as flores do Corão”) contada por um autor francês, Eric-Emmanuel Schmitt e conta a história de Moses, um menino que vive sozinho com o pai depressivo (a mãe abandonou ambos quando ele ainda era neném), que ignora completamente a existência do filho. Moses é esperto, mas compreensivelmente carente e inseguro. Em suas andanças, acaba ficando amigo de um árabe muçulmano que tem uma quitanda no bairro. A amizade deles é cheia de casos engraçados, mas com sacadas bem bacanas.
A analfabeta
Desde a primeira vez que pus os olhos sobre “Die Analphabetin”, da Agota Kristof, foi encantamento à primeira vista. É que agora, conseguindo ler um pouco em alemão, já me sinto uma semi-analfabeta. Mas quando cheguei aqui, há quase um ano, a sensação de ver as placas nas ruas, propagandas e vitrines era exatamente essa. Olha, posso garantir que não é nada agradável.
A prova e a terceira mentira
Penso que não apenas os designers, mas todos os profissionais das áreas conhecidas como”criativas” sempre ganham muito quando lêem boa literatura. Além de uma verdadeira delícia que é poder desfrutar de tanta inventividade, dá para aprender e se emocionar bastantão.
O grande caderno
O livro “Das große Heft” (O grande caderno) de Agota Kristof, conta a história de dois meninos que são deixados pela mãe na casa da vó, por causa da guerra. A avó é uma bruxa daquelas horrorosas, mas os meninos (gêmeos) têm uma capacidade de adaptação impressionante. Eles conseguem conviver com a megera e passar pelos horrores da guerra aparentemente incólumes. Recomendo.
