Arte contemporânea
Ontem foi o dia de ver história; hoje, tirei para ver arte e design. Peguei o metrô cedo porque queria conhecer a Hauptbahnhof, que é a estação central da cidade. Toda de vidro (para variar), o negócio é bem impressionante, deixa no chinelo muito shopping que eu conheço.
Meu destino era o Hamburger Bahnhof, que é um museu enorme de arte contemporânea. O jardim tem instalações bacanas e o prédio é lindo.
Vi uma exposição que me deixou encantada; aquarelas figurativas, representando animais com bastante realismo em cenas de violência, enormes! Como é que o sujeito consegue molhar o papel sem estragá-lo? Esses papeis de aquarela são bem delicados e as pinturas eram imensas e detalhadíssimas.
Havia um curta metragem muito interessante sobre nazismo; várias instalações incompreensíveis (apesar de algumas muito belas ou instigantes) e uma seção inteira do Andy Wharol (adoro!).



Pois é, o problema é que a livraria do museu estava com uma liquidação ótima até mesmo em euros e acabei saindo de lá com uns 5 kg nas costas para carregar o dia inteiro. Pessoa viciada faz essas coisas mesmo, fazer o quê?
Caminhei um montão e fui parar na Oranienburger, um lugar famoso por que já foi uma das maiores áreas de judeus da cidade (a maior parte das pessoas que morava lá foi deportada para campos de concentração) e hoje em dia por causa dos artistas alternativos que vivem lá. A rua tem um monte de casarões abandonados que foram ocupados por ateliês. O negócio é meio sinistro, parece tudo bem underground, mas é cheio de surpresas muito interessantes. E já que o dia era de arte contemporânea, mandei ver. Olha só que achados!
Lá mesmo, na Oranienburger Straβe, visitei uma exposição sensacional de fotografia numa galeria instalada num desses casarões (mas pelo menos esse estava reformado), chamada C/O Berlin. Recomendo.
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