Essa semana, o Banco Central apresentou as novas cédulas de real que irão circular daqui para frente. Segundo a Folha de São Paulo, no começo só serão subsitituídas as notas de 50 e 100, mas até 2012 vão trocar tudo. O novo design é claramente inspirado no Euro e os tamanhos variaram bastante para que os cegos e as pessoas que não exergam bem poderem diferenciar os valores.
Os bichos continuarão os mesmos, o que penso ser uma boa ideia, mas continuo achando as cores muito desbotadas. Dinheiro é uma coisa viva, que circula. No Brasil, principalmente, acho que eles deveriam botar para quebrar nas cores. Lembro até hoje da cédula mais bonita que já vi ao vivo — uma nota de franco suíço (já não deve existir mais), era enorme e coloridíssima, dava até pena de gastar. Por que ficar se fazendo de light, discreto e low-profile se o Brasil não é assim? Mais cor nisso, minha gente!
Dei uma pesquisada na web e olha só que cédulas bonitas achei aqui. O Brasil bem que merecia umas mais caprichadas…





Gostei mais do visual holandês, talvez porque amarelo lembre ouro, sol e tudo o que é bonito. Adoro amarelo.
Moro na Suíça e o franco continua assim mesmo, bem colorido e lindão!
Gostei muito da ideia de diferenciação do tamanho e concordo com você, acho que as cores deveriam ser mais vibrantes…e já está na hora do Brasil largar de ficar apenas se inspirando nos outros países e buscar fazer uma coisa com a sua cara!
Olá Ligia,
Parabéns , primeiramente, pelo seu blog, muito agradável e cheio de curiosidades.
Achei q o designer da nossa grana deve ter QI (quem indica) pra faturar uma grana nossa…
Veja bem, para o cego identificar a nota basta uma marcação em braile.
Pq a minha resistência? Simples, vc já imaginou a bagunça q vai ficar um maço de dinheiro com uma cédula de cada tamanho?!
Fora isso, qual o tamanho da maior cédula? vai caber nas carteiras atuais, ou será q o designer também tem uma fábrica de carteiras para se beneficiar da novidade.
E outra, quem disse q os cegos serão capazes de identificar os valores pela percepção de cada tamanho de nota, não é tão simples assim, demora muito para se chegar a essa percepção.
Ivan Barci - Designer - Projetista de Produtos formado pelo Instituto Mackenzie
Abçs!
Concordo com o Ivan e acrescento, com relação a identificação das notas para os cegos pelo tamanho;
O cego só identificará um tamanho COM OUTRA nota de tamanho diferente…♥♥♥♥
Pessoal, por enquanto não vou fazer nennhum julgamento das novas notas mas, Ivan e Clô, vocês têm alguma vivência ou conhecimento mais profundo sobre a realidade de cegos e deficientes visuais?
A “preocupação” com a capacidade de percepção dos cegos acho desnecessária. (Até porque, como podes ver nesta matéria http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI103120-15223,00-COMO+OS+CEGOS+DIFERENCIAM+AS+NOTAS+DE+DINHEIRO.html , o projeto foi desenvolvido com acompanhamento da Fundação Dorina Nowill)
E quanto à preocupação com a organização das notas ou à “necessidade” de arranjar uma carteira maior… Bem… acho que isso é bem pequeno diante da ajuda que isso vai trazer para um cego ou deficiente visual na sua independencia e autonomia.
Abraços e bom início de semana para todos!
Olhe Raquel, gostei muito das informações que você passou sobre os cegos que saiu na revista Época, eu não havia lido, mas realmente quem deve saber o que é melhor para eles são os ditetamente interessados, que são os cegos, mas como no Brasil o último a dar opinião é o interessado direto, no caso os cegos, eles irão usar um modelo Canadense e usar um um “aparelhinho”, que se cair num vão qualquer, o cego vai continuar perguntado aos videntes; “que nota é esta?”. Com todo respeito aos deficientes.
Achei mais interessante aquela do gabarito.
Então Clô…
essa matéria que mandei no link é de novembro.
A matéria a qual a Lígia se refere nesse post é mais recente.
É de fevereiro de 2010.
(sinal que nesse meio tempo alguém pensou melhor sobre essa ideia de distribuir aparelhinhos tecnológicos do Canadá e acabou realmente dando preferência pra diferenciação das notas por tamanho, como na Austrália)
Coloquei o link mais para “ilustrar”… mostrar que essa questão com os deficientes visuais esteve presente desde o início e que nem sempre braile é a única ou melhor opção.
E, de fato, pra resolver um problema as pessoas precisam ouvir quem passa pelo problema. Na matéria fala sobre a Fundação Dorina Nowill mas não sei de outras entidades representativas que eventualmente tenham participado do processo…
Raquel, realmente minha vivência com deficientes visuais é mto pequena, e não duvido nem um pouco q eles aprendam a distinguir dessa maneira, afinal as dificuldades q enfrentam são muito maiores que essa, mas um projeto bem executado deve fechar o cerco em torno de todas as vantagens e desvantagens antes de ser executado, nesse caso ainda acho a idéia de vários tamanhos péssima.
Sem ressentimentos rsrsrs