Novas cédulas

Essa semana, o Banco Central apresentou as novas cédulas de real que irão circular daqui para frente. Segundo a Folha de São Paulo, no começo só serão subsitituídas as notas de 50 e 100, mas até 2012 vão trocar tudo. O novo design é claramente inspirado no Euro e os tamanhos variaram bastante para que os cegos e as pessoas que não exergam bem poderem diferenciar os valores.

Os bichos continuarão os mesmos, o que penso ser uma boa ideia, mas continuo achando as cores muito desbotadas. Dinheiro é uma coisa viva, que circula. No Brasil, principalmente, acho que eles deveriam botar para quebrar nas cores. Lembro até hoje da cédula mais bonita que já vi ao vivo — uma nota de franco suíço (já não deve existir mais), era enorme e coloridíssima, dava até pena de gastar. Por que ficar se fazendo de light, discreto e low-profile se o Brasil não é assim? Mais cor nisso, minha gente!

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Dei uma pesquisada na web e olha só que cédulas bonitas achei aqui. O Brasil bem que merecia umas mais caprichadas…

Florim de Aruba

Florim de Aruba

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Franco suíço, bem colorido

Guilder holandês, o mais lindo de todos (foi substituído pelo Euro em 2002).

Guilder holandês, o mais lindo de todos.

9 Responses to “Novas cédulas”

  1. Clô♥ says:

    Gostei mais do visual holandês, talvez porque amarelo lembre ouro, sol e tudo o que é bonito. Adoro amarelo.

  2. Gisleine says:

    Moro na Suíça e o franco continua assim mesmo, bem colorido e lindão!

  3. Gostei muito da ideia de diferenciação do tamanho e concordo com você, acho que as cores deveriam ser mais vibrantes…e já está na hora do Brasil largar de ficar apenas se inspirando nos outros países e buscar fazer uma coisa com a sua cara!

  4. Ivan says:

    Olá Ligia,
    Parabéns , primeiramente, pelo seu blog, muito agradável e cheio de curiosidades.
    Achei q o designer da nossa grana deve ter QI (quem indica) pra faturar uma grana nossa…
    Veja bem, para o cego identificar a nota basta uma marcação em braile.
    Pq a minha resistência? Simples, vc já imaginou a bagunça q vai ficar um maço de dinheiro com uma cédula de cada tamanho?!
    Fora isso, qual o tamanho da maior cédula? vai caber nas carteiras atuais, ou será q o designer também tem uma fábrica de carteiras para se beneficiar da novidade.
    E outra, quem disse q os cegos serão capazes de identificar os valores pela percepção de cada tamanho de nota, não é tão simples assim, demora muito para se chegar a essa percepção.
    Ivan Barci - Designer - Projetista de Produtos formado pelo Instituto Mackenzie
    Abçs!

  5. Clô♥ says:

    Concordo com o Ivan e acrescento, com relação a identificação das notas para os cegos pelo tamanho;
    O cego só identificará um tamanho COM OUTRA nota de tamanho diferente…♥♥♥♥

  6. Raquel says:

    Pessoal, por enquanto não vou fazer nennhum julgamento das novas notas mas, Ivan e Clô, vocês têm alguma vivência ou conhecimento mais profundo sobre a realidade de cegos e deficientes visuais?

    A “preocupação” com a capacidade de percepção dos cegos acho desnecessária. (Até porque, como podes ver nesta matéria http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI103120-15223,00-COMO+OS+CEGOS+DIFERENCIAM+AS+NOTAS+DE+DINHEIRO.html , o projeto foi desenvolvido com acompanhamento da Fundação Dorina Nowill)

    E quanto à preocupação com a organização das notas ou à “necessidade” de arranjar uma carteira maior… Bem… acho que isso é bem pequeno diante da ajuda que isso vai trazer para um cego ou deficiente visual na sua independencia e autonomia.

    Abraços e bom início de semana para todos!

  7. Clô♥ says:

    Olhe Raquel, gostei muito das informações que você passou sobre os cegos que saiu na revista Época, eu não havia lido, mas realmente quem deve saber o que é melhor para eles são os ditetamente interessados, que são os cegos, mas como no Brasil o último a dar opinião é o interessado direto, no caso os cegos, eles irão usar um modelo Canadense e usar um um “aparelhinho”, que se cair num vão qualquer, o cego vai continuar perguntado aos videntes; “que nota é esta?”. Com todo respeito aos deficientes.
    Achei mais interessante aquela do gabarito.

  8. Raquel says:

    Então Clô…
    essa matéria que mandei no link é de novembro.

    A matéria a qual a Lígia se refere nesse post é mais recente.
    É de fevereiro de 2010.
    (sinal que nesse meio tempo alguém pensou melhor sobre essa ideia de distribuir aparelhinhos tecnológicos do Canadá e acabou realmente dando preferência pra diferenciação das notas por tamanho, como na Austrália)

    Coloquei o link mais para “ilustrar”… mostrar que essa questão com os deficientes visuais esteve presente desde o início e que nem sempre braile é a única ou melhor opção.

    E, de fato, pra resolver um problema as pessoas precisam ouvir quem passa pelo problema. Na matéria fala sobre a Fundação Dorina Nowill mas não sei de outras entidades representativas que eventualmente tenham participado do processo…

  9. Ivan says:

    Raquel, realmente minha vivência com deficientes visuais é mto pequena, e não duvido nem um pouco q eles aprendam a distinguir dessa maneira, afinal as dificuldades q enfrentam são muito maiores que essa, mas um projeto bem executado deve fechar o cerco em torno de todas as vantagens e desvantagens antes de ser executado, nesse caso ainda acho a idéia de vários tamanhos péssima.
    Sem ressentimentos rsrsrs

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