Quer “causar” no aeroporto? É só colar um desses adesivos nas malas e ver a reação das pessoas. Deve ser engraçado…
Tem para vender na Incredible Things, onde achei a gracinha.
Quer “causar” no aeroporto? É só colar um desses adesivos nas malas e ver a reação das pessoas. Deve ser engraçado…
Tem para vender na Incredible Things, onde achei a gracinha.
O José Saramago era assim: ou a pessoa amava o que ele escrevia, ou não conseguia se entender muito bem com aquelas vírgulas todas e acabava deixando-o de lado. Faço parte do primeiro grupo; desde o “Ensaio sobre a cegueira“, que li há uns 15 anos, fiquei tão impressionada que não perdi mais nenhuma oportunidade que apareceu para desfrutar dessa imaginação tão fértil e surrealista.
Além desse, os volumes “Todos os nomes“, “Conto da ilha desconhecida“, “As intermitências da morte“, “A jangada de pedra” e “A caverna” foram os que li até agora, e só não fiquei mais triste com a morte do autor porque ainda tenho uma lista enorme com a qual me ocupar por um bom tempo.
Pois peguei uma promoção relâmpago no Submarino e comprei “A viagem do elefante” por R$ 9,90 (agora está por R$ 34,90). Conta a história do Salomão, um elefante indiano que vai parar em Portugal e acaba sendo enviado pelo rei D. João III como um presente ao seu primo Maximiliano, Arquiduque da Áustria. A questão é que o presente precisa ir andando de Portugal até Viena; depois de meses de caminhada, o pobre paquiderme ainda tem que atravessar os desfiladeiros alpinos em pleno inverno, sempre acompanhado por seu cornaca Subhro (cornaca é o sujeito especializado em cuidar de elefantes) e uma comitiva real.
Os diálogos e as linhas de raciocínio são brilhantes como só Saramago é capaz, o que faz a gente viajar no lombo de Salomão bem na garupa de Subhro.
Desembarquei ontem à noite e já estou com saudades. Recomendo.
1. Eles bebem tudo à temperatura ambiente (pedras de gelo, nem pensar) incluindo refrigerante (argh), cerveja (erghhh) e água com gás (blerghhhh!!!!).
2. Eles gostam de carros pequenos. Lá o Smart, o Fiat 500 e o Mini Cooper estão bombando!
3. Eles andam muuuuuuito de bicicleta, o que evita a insanidade no trânsito que temos aqui.
4. O povo lê bastante e em todos os lugares (não há fila ou banco de metrô que não tenha alguém devorando papel).
5. Eles amam plantas (acho que é por isso que no inverno acabam apelando para aquelas terríveis flores artificiais). As cidades são muito, muito verdes.
6. Para quem gosta de mostarda, esse é o lugar! As mostardas alemãs são bem condimentadas (até um pouco ardidas). Dilícia!
7. Eles sabem fazer os melhores pães do mundo. Muita variedade e crocância!
8. São os reis dos frios e embutidos (salsichas, linguiças e congêneres).
9. Comem salada de pepino cru e tomate no café da manhã; preferem ovos cozindos a ovos mexidos na primeira refeição do dia.
10. Eles adoram cachorros, que frequentam absolutamente todos os lugares sem incomodar ninguém. São todos lindos e educadíssimos, mas os donos não incentivam aproximação com os peludos (frustração…ehehe).
A arquitetura de Munique, apesar de muitos edifícios históricos, conta também com prédios modernos e muito interessantes. Olha só quantas cores e texturas dá para encontrar aqui.
Agora é correr para o hotel (estamos num café, a internet lá continua ruim) e fazer as malas!
Último dia de viagem (à tarde a gente já vai para o aeroporto) e já está dando saudades (que só não é maior do que as saudades de casa e dos gatículos).
Munique é uma das cidades mais ricas e importantes da Alemanha. Junto com Sttugart, é o equivalente ao que Rio e São Paulo são em termos de PIB para o Brasil (mas lembrando que a economia alemã é a quarta do mundo (só perde para os EUA, Japão e China); o Brasil está em oitavo e produz apenas metade da riqueza desse país aqui.
Munique é a capital do estado da Baviera, que só começou a fazer parte da Alemanha depois da unificação proposta por Bismarck, 1871. Os bávaros, por serem muito mais ricos que os outros componentes, não queriam fazer parte e preferiam se manter como um país independente. Até hoje há um pouco de rusga, pois reza a lenda que eles só passaram a integrar a Alemanha porque o rei deles era louco (o sujeito construiu tantos e tão suntuosos palácios que quebraram a economia na época; há um castelo aqui perto que, segundo os alemães, é maior que Versalhes) e aceitou o acordo.
Daria para gastar pelo menos uma semana inteira visitando apenas o básico nessa cidade: há parques, castelos, museus e muita história para ver (além da cerveja, claro…eheheh). Mas como estamos muito cansados, visitamos algumas galerias de arte e pinacotecas aqui pelo bairro mesmo. Ontem vi, pela primeira vez, ao vivo, um trabalho do artista Ron Mueck (aquele que reproduz corpos humanos em tamanho gigante). A escultura que vi é a Mãe com o filho e tinha menos de um metro de comprimento, mas é muto impressionante mesmo assim. Gostaria de ver outros trabalhos dele.
Mas vamos deixar de conversa mole e ir às fotos!
Ainda sobre Ulm, agora o Conrado pôde traduzir o folheto que eu trouxe do museu (lá ninguém falava inglês e nem sequer o catálogo era traduzido; penei um pouco para me virar sozinha…eheheh).
O caso é o seguinte: a escola era grande, com um prédio modernoso e os estudantes moravam lá. Os projetos pareciam muito bacanas e o trabalho era respeitado (a história do design brasileiro tem origem no pessoal que estudou lá). O problema é que, com o tempo, começaram a surgir rusgas por causa da abordagem didática, filosofias diversas e outras questões do tipo, resultando no fechamento da escola no final da década de 60.
Enfim, o que a gente vê até hoje: os egos ficaram maiores do que a escola e acabaram por implodi-la. E o pior é que parece que a lição não foi aprendida até hoje… pena mesmo.
Viemos ontem de trem no final da tarde para Munique e estou boquiaberta. A cidade é monumental (só me lembro de ter visto prédios em escalas tão grandiosas em Paris). Pena que a internet do hotel é horrível, vive caindo (acho que não vai dar para postar fotos agora).
Estamos no bairro universitário, coalhado de cafés bacanas, restaurantes com sabores do mundo todo, sebos, galerias de arte, parques, museus e pinacotecas (tudo o que a gente adora). Definitivamente, aqui tem mais bicicletas que em Berlim, nunca vi tantas em todos os lugares. O trânsito parece mais bagunçado e a cidade ferve de gente, festas e movimento.
Vamos ver se à noite a conexão melhora para eu mostrar mais desse lugar histórico, esplendoroso e rico.
Amanhã a gente embarca de volta para o Brasil (e para os nossos gatinhos) e chegamos domingo à tarde em casa.
Nossa, eu não esperava que Ulm fosse tão bonita, sério mesmo. A cidade é medieval (há construções datadas de 1043) e a arquitetura é bem característica da região da Bavária (um dos estados mais ricos da Alemanha).
Ulm é cortada pelo Danúbio (sorry, mas ele definitivamente não é azul como diz a valsa; está mais para verde). Aliás, esse rio é muito valioso para a região, e não é para menos: o Danúbio (Donau, em alemão), passa também por Viena, Bratislava, Budapeste e Belgrado, só para citar algumas cidades famosas. Ao todo, esse curso d’água de quase 3.000 km passa por 10 países (Alemanha, Áustria, Hungria, Eslováquia, Croácia, Sérvia, Romênia, Bulgária, Moldávia e Ucrânia) e tem muita história para contar.
Há um outro rio, menor, que também cruza a cidade e desemboca no Danúbio. A região onde ele passa parece até Veneza (se bem que eu ainda não estive lá), onde os canais convivem harmonicamente com as casas. O estilo enxaimel, muito usado no sul do Brasil, tem origem nessa região. As partes marrons (que no Brasil são pintadas), aqui são de madeira maciça. É que naquela época eles não tinham como fazer vigas de concreto para sustentar as construções; a questão é que a madeira vai trabalhando durante os anos (aqui, provavelmente, séculos) e algumas casas chegam a ficar tortas. Impressionante.

Essa casa está toda torta, mas não tem cara de que vai cair. O passarinho, no canto, é o símbolo da cidade; há vários de todas as cores pela cidade

A Rathaus é todinha desenhada e funciona como Câmara Municipal desde 1419, é mole? A construção é de 1370.

Essa é a catedral, que começou a ser construída em 1377 e só ficou pronta em 1890 (agora está em reforma). Segundo os "ulmenses", é o campanário mais alto do mundo, com 161,60 m.
A única coisa que me decepcionou um pouco é que fui atrás da tal Escola de Ulm, uma das mais importantes da história do design, e descobri que não sobrou nada dela, foi completamente destruída. O Museu de Ulm (que é bem genérico) só tem uma salinha pequena dedicada ao assunto e a cidade não tem mais nenhum registro a respeito. Aqui tem museu do pão (os pães alemães são incrivelmente deliciosos), museu arqueológico, museu de paisagens do Danúbio, enfim, museus de todos os tipos, mas nenhum dedicado ao design. Vou tentar levantar o que aconteceu, achei isso meio estranho.
Vou ficar aqui amanhã o dia inteiro e dar mais uma pernada por essa cidade linda.
Como eu disse no post anterior, Hettstedt é tão pequenininha que precisamos nos hospedar em outra cidadezinha próxima, menor ainda, chamada Walbec.
Lá havia um convento construído em 900 (isso mesmo, antes do ano 1000) e funcionou durante séculos. Depois da Guerra dos 30 anos (estou aprendendo um monte sobre história nessa viagem; essa foi uma guerra entre católicos e protestantes que dizimou quase metade da população da Alemanha na época), a igreja católica precisou de dinheiro e vendeu o convento, que foi comprado por um nobre, que o reformou completamente e o transformou num castelo.
Foram anos e anos de reformas, indas e vindas, até que em 1790 o tal resolveu fazer um jardim à altura dos franceses; para tanto, contratou um jardineiro francês especializado em palácios e fez essa casa onde a gente dormiu para ele morar. Não é um luxo?
Com as guerras todas, o nobre foi ficando pobre, culminando com o poder dos comunistas sobre essa parte do país, de maneira que ele perdeu sua luxuosa casa. Depois de tudo, o castelo foi devolvido à família, mas ele está em ruínas e ninguém tem tanto dinheiro assim sobrando para restaurá-lo. Uma pena mesmo.
A cidade é muito fofa, mas completamente vazia.
Agora estou em Ulm e a viagem foi ótima (o Hubert, dono da empresa, foi contando a história dos lugares por onde passávamos; uma verdadeira aula).
A internet do hotel é muito cara, mas vou ver se consigo mostrar mais a cidade depois.
Hoje estou em Hettstedt (estou tentando aprender a pronúcia correta, mas não é para amadores), onde fica a sede e principal fábrica da empresa em que o Conrado trabalha (ele cuida da filial no Brasil).
A cidade é praticamente um vilarejo, com 18 mil habitantes e fica na antiga Alemanha Oriental. Como não tem hotel pelas redondezas, ficaremos hospedados numa estalagem (acho que esse é o nome mais adequado ao casarão que vi de manhã).
A pousada é a antiga casa do jardineiro de um castelo abandonado numa cidadezinha próxima. É bem antiga e charmosa, com direito a laguinho na frente e tudo. Nem precisava, mas ainda por cima tem dois labradores queridíssimos e um gatinho (que ainda não vi).
Hoje estou na sede da empresa aproveitando a internet (tenho que corrigir nada menos que 45 provas online), mas amanhã vou passar a primeira parte do dia lá, provavelmente tirando muitas fotos, já que seguiremos para Ulm apenas no começo da tarde.
Aguardem fotos campestres e bucólicas…
Ontem reservamos uma mesa no restaurante Unsicht-Bar (o nome é um trocadilho, pois unsicht significa invisível e unsichtbar significa não visto; assim, o nome pode significar tanto bar invisível como oculto ou não visto).
Esse é um restaurante onde a gente come completamente no escuro. Mas não é penumbra ou aquele escuro de quando a gente fecha os olhos. É breu absoluto mesmo; você escancara a pupila e continua vendo tudo preto. Os garçons são cegos e funciona assim: primeiro é preciso fazer uma reserva porque o lugar é pequeno (cabem umas 15 pessoas); aí a gente chega e é recebido numa espécie de lounge à meia luz, onde se escolhe o cardápio (são sempre 4 pratos: entrada; sopa; prato principal e sobremesa) e as bebidas. O cardápio só dá uma ideia do que se vai comer (se é carne, peixe, ave, ovelha ou vegetariano), mas sem muitos detalhes. Depois a gente precisa tirar os relógios e guardar os celulares; nada que tiver brilho ou luz deve entrar na sala de refeições.
Quando chega a nossa vez de ser chamados, vem uma senhora cega e explica que eu devo colocar as mãos sobre os ombros dela; o Conrado põe as dele sobre os meus ombros e a gente vai assim, de trenzinho, até a mesa. Primeiro entramos por um corredor cheio de curvas que vai escurecendo aos poucos, até chegar ao breu total (não precisa se preocupar porque o pessoal do restaurante fala inglês, como, de resto, quase todo mundo em Berlim; seu eu tivesse que depender das instruções em alemão teria derrubado tudo…eheheh).
A gente chega na mesa e ela nos indica as cadeiras, onde nos sentamos com todo o cuidado e já começamos a perceber melhor os cheiros e os sons. É estranho, pois a gente não sabe o tamanho da sala e nem a disposição dos móveis, mas ouve uma babel de pessoas conversando (muitas risadinhas nervosas), som de talheres e cheiro de comida. Também rola uma música instrumental bem baixinho.
Ângela nos explica onde estão os talheres e as taças (pedimos vinho, que já vem servido). A água fica numa garrafa fechada, com tampa de rosca. A gente deve se servir porque é preciso colocar o dedo dentro do copo para saber se está cheio. Tudo é feito devagar e com atenção para não esbarrar em nada. A sensação é indescritível. Principalmente ao constatar que nos acostumamos muito rápido a não ver nada e passamos a tatear sobre a mesa com mais delicadeza.
Quando a Ângela serve nossos pratos, temos que tomar cuidado para deixar as mãos embaixo da mesa ou sobre o colo. Essas instruções nos foram dadas no início, junto com outra: toda vez que precisarmos de algo ou tivermos acabado de comer, devemos chamar “Ângela” que ela vem (não tem aquela de a gente fazer mímica desesperadamente para o garçom e ele ficar olhando para o outro lado…).
À toda hora, as garçonetes (conseguimos identificar duas vozes distintas) são chamadas pelo celular, que não tem nenhuma indicação luminosa. É o aviso para buscar clientes que chegam ou pratos que ficam prontos. A comida vem em cima de um carrinho (pelo menos o barulho é esse) para que elas não precisem equilibrar perigosamente bandejas cheias de coisas quebráveis e sujáveis. Quando a gente ouve o som das rodas do carrinho sabe que a Ângela vem chegando (dá para sentir o cheiro da comida quase que instantaneamente).
O aroma do vinho é inebriante; coisa de louco mesmo. O primeiro prato é uma salada; é a maior viagem imaginar o que se está comendo pelo cheiro e a consistência. Incrível como eu nunca tinha me dado conta de que folhas verdes têm cheiro (pelo menos eu acho que eram verdes….). Na minha salada tinha algo parecido com um queijo cremoso e tomatinhos cereja. Acho que comi umas azeitonas também.
Depois vem a sopa, e é bem difícil tomá-la sem babar tudo. Estava deliciosa. O prato quente veio depois e levei um tempo para descobrir que era difícil de cortar a carne porque estava tentando fazer isso usando as costas da faca. A sobremesa foi desafiadora, porque o prato era retangular e tinha divisões internas, além de um copinho com alguma coisa que parecia um mousse; às vezes é preciso enfiar os dedos dentro do prato para se localizar melhor e não tascar a colher na toalha. Por último, o café, o mais cheiroso de tudo.
Quando a gente quer ir embora (isso tudo leva umas duas horas, pois é preciso comer e desfrutar da experiência com bastante calma), é só chamar a Ângela que ela vem encabeçar o trenzinho para sair (dessa vez, bem mais difícil de organizar, já que estamos no escuro e não queremos derrubar as cadeiras e os objetos com manobras desajeitadas). No final, já no lounge, temos à nossa disposição o menu detalhado só como curiosidade, para ver se acertamos o que estávamos comendo.
Como aqui só escurece às 10 da noite, quando saímos ainda era dia. Por momentos, acho que a gente conseguiu sentir o que um cego sente, para o bem e para o mal. Dá um cansaço grande, porque a concentração para interpretar indícios de sons e cheiros é muito maior (adeus piloto automático). Como um cego, nunca descobriremos a aparência daquilo que comemos, o tamanho da sala do restaurante, a disposição dos móveis, os rostos das pessoas com quem compartilhamos a refeição e nem o que estavam vestindo. É uma sensação estranha e grave, curiosíssima. O mundo parece diferente depois dessa experiência.
Imperdível, inesquecível, insubstituível. Indispensável para aprender a ver. E a comer também…
Hoje à noite tivemos uma experiência tão sensacional que ainda estou processando o evento. Agora temos que fazer as malas para zarpar amanhã cedinho. No próximo post eu conto.
Hoje o Conrado tinha que montar a apresentação que ele vai fazer no congresso em Ulm, na semana que vem. Como sei bem que nessas horas é melhor ficar sozinho para se concentrar direito, não me fiz de rogada e fui passear.
As opções eram muitas e eu tinha selecionado algumas: alugar uma bicicleta e andar pelo Tiergarten; e visitar os museus que ficaram faltando da minha lista; ir ao zoológico; passear de barco pelo rio Spree. Acabei optando por pegar um trem e visitar Potsdam.
Potsdam é uma cidadezinha que fica perto de Berlim (30 minutos de trem) e é famosa por ter sido residência de verão de vários reis, incluindo Frederico, o Grande. O sujeito era tão caprichoso que, ao lado da tumba dele, há o cemitério dos seus cachorros.
Bom, se o negócio era impressionar, os caras realmente conseguiram. Um dos jardins (são vários pela cidade) é tão monumental que andei por duas horas inteiras e só passei na via principal, reta. Deparei-me com vários palacetes, mas não entrei em nenhum (não dava tempo; tinha um compromisso no final da tarde em Berlim que depois eu conto).
Os jardins são maravilhosos, monumentais, cheios de fontes e estátuas; os palácios são gigantescos sendo que o último, o Neues Palais, é de cair o queixo. Tem também o famoso Sanssouci Palais, que dá nome ao parque e é todo amarelo, com uma escadaria de videiras na frente.
A única questão é que o centro histórico da cidade (que é uma graça) e os parques ficam longe da estação de trem. Ao contrário do que eu pensava, Potsdam não é uma cidade pequena. Aluguei uma bicicleta e me enfiei por ruelas e avenidas (nem todas as ruas apareciam no mapa e a sinalização não é tão boa quanto em Berlim) até achar os lugares.
No Parque Sanssouci não se pode entrar de bicicleta (há algumas áreas permitidas, mas por entradas diferentes do que a eu usei). Então, tem que estacionar e botar os pezinhos para trabalhar. Ou a pessoa tem muito preparo físico, ou não consegue ver o parque todo, pois as distâncias são muito grandes.
Enfim, mais um lugar para voltar. Ai de mim, que essa lista não para de crescer…
Ontem fomos à IKEA (aquela rede sueca que inspirou fortemente os clones Tok & Stok e Etna) e foi um deslumbre. Os móveis e objetos, bem bacaninhas, seguem mais ou menos o mesmo padrão desse tipo de loja, só que mais bem-acabados. A diferença principal está nos preços, absurdamente BAIXOS! Pena que não deu para levar quase nada (minha mala já está pesadíssima por causa dos livros e ainda vamos de carro até Ulm com mais duas pessoas da empresa; então temos que maneirar nas bagagens). Mesmo assim, deu para se divertir com os móveis objetos (design sueco, sabe como é…).
Depois ficamos batendo perna aqui no “bairro” perto do hotel (tem o Tiergarten, ao lado do zoológico que é um parque lindo e enorme).
Para comer, um restaurante que eu recomendo, para quem vier a Berlim, é o Vapiano (tem esse nome por causa do ditado italiano: Chi va piano, va sano, va lontano — Vá devagar, saudável e longe). É uma rede com várias lojas, saladas e massas ótimas a preços bem acessíveis. O que eu mais gosto é da ambientação, pois todas as mesas têm vasinhos com majericão e alecrim. A Vapiano da Potsdamer Platz tem até uma árvore dentro.
Ontem a gente levou um tempão para trocar de hotel. Estávamos num Holliday Inn a algumas quadras do Sony Center e agora viemos para o centrão, em frente à Igreja Kaiser Wilhelm Gedächniskirche (aquela parcialmente destruída e mantida em ruínas). De vez em quando o sino toca, e fiquei curiosa para saber se eles ainda rezam missas no lugar. Vou tentar descobrir.
Os preços nessa parte da cidade são exorbitantes, mas era o único lugar onde ainda tinha vaga (e olha que o hotel é simples e bem antigo, apesar de muito charmoso).
Ontem estávamos jantando quando vi uma coisa interessante em outra mesa (uma especie de líquido verde com espuma) e pedi uma igual. Gente, era uma cerveja doce (pelo menos parecia). Não sei até agora se gostei ou não, mas não era ruim.
Dei uma boa caminhada daqui até o Bauhaus Archive, mas cheguei lá às 17h10 (o museu fechava às 17 horas). Só deu para ver de fora e aumentar a vontade de voltar.
Os dias andam tão lindos que dá vontade de ficar na rua o tempo todo tomando o que seria o nosso delicioso sol de inverno (mas aqui é verão). No dia em que andei de bicicleta, peguei tanto sol que pensei que ia ficar torrada. Nada. O sol parece que queima menos − deve ser por isso que os alemães vêm ao Brasil e cozinham na praia. Na terra deles o sol não é tão bruto.
Por falar em bicicleta, aqui esse é um meio de transporte realmente levado a sério. Tem até semáforo especial.
Por último, descobri que aqui eles têm o Ford KA conversível (Street KA). Eu adorei, e você?
Os planos originais eram sair de Berlim hoje, mas o pessoal da empresa onde o Conrado trabalha mudou os planos e a gente só vai zarpar na segunda-feira de manhã (ôba!). Por conta disso, tivemos que mudar de hotel (está tudo lotado) e a Internet desse aqui não é das melhores.
Vou tentar continuar atualizando o blog, mas agora talvez com menos frequência.
Auf Wiedersehen!
Hoje o dia acordou esplendoroso nessa cidade agora ainda mais linda! Finalmente pude alugar uma bicicleta e sair por aí pedalando. Aliás, andar de bicicleta aqui é tudo de ótimo; as ciclovias não desaparecem do nada, elas sempre continuam e nunca deixam a gente na mão (tem faixa para bicicletas até nas rotatórias mais movimentadas).
A maioria das faixas fica nas calçadas mesmo (que são larguíssimas, dá espaço e sobra). Mas mesmo quando são na rua, a largura é suficiente para duas bicicletas e os carros respeitam muito. Paraíso!
A primeira parada foi o Jüdisches Museum, uma construção feita para contar a história dos judeus pelo mundo. A parte mais pesada é do holocausto, mas também mostra histórias bacanas de judeus famosos como Einstein e a poetisa Nelly Sachs, mas que ganhou o Nobel de Literatura.
Tem uma sala, ao final de uma ala, que tem um pé direito altíssimo e um desenho com pontas, de maneira a provocar uma sensação pouco acolhedora. A iluminação é natural, por uma nesga de vidro no topo da parede e, além da umidade, não há calefação. É arrepiante pensar como as pessoas se sentiram quando foram arrancadas de suas casas para sofrerem até a morte. A guerra é uma coisa incompreensível mesmo.
Depois peguei a minha magrela e fomos pertinho, na Berlinische Galerie, que tinha uma belíssima exposição de fotos e algumas instalações muito interessantes de arte contemporânea.
Mais umas pedaladas e fui ao Eastside Museum, na verdade um pedaço de 2 km do muro de Berlim que serviu de tela para artistas do mundo inteiro e virou um museu a céu aberto. Olha só que lindo!
Pois é, e como não podia deixar de ser, tinha uma parte onde as pessoas podiam assinar! Não perdi tempo; pedi uma caneta emprestada para uma japinha muito elegante (aliás, os turistas japoneses são, disparado, os mais estilosos) e tasquei meu nome lá. Vê se acha, está pertinho do Z.
Depois da visita ao muro, descobri uma coisa ótima: do lado de trás, que dá para o rio, tem praia, com areia fininha e tudo! Isso mesmo!
E como o dia estava lindo, o povo estava aproveitando mesmo (tá bom, não estava lotado, mas alguém tem que trabalhar, né?).
Como se não bastasse o dia inesquecível, a noite também o foi. É que o Frank, um dos sócios da empresa, é assinante da programação de concertos da cidade (Berlim tem nada menos que 3 casas de concerto enormes (fui a uma delas) e mais 3 óperas! É mole?).
Pois é, então hoje fomos assistir à Filarmônica de Berlim. Estou emocionada até agora, sou uma pessoa afortunada mesmo. Nunca imaginei que pudesse assistir a um concerto desses ao vivo, dá até vontade de chorar.
Guten Nacht para vocês, que vou tentar dormir…
Ontem foi o dia de ver história; hoje, tirei para ver arte e design. Peguei o metrô cedo porque queria conhecer a Hauptbahnhof, que é a estação central da cidade. Toda de vidro (para variar), o negócio é bem impressionante, deixa no chinelo muito shopping que eu conheço.
Meu destino era o Hamburger Bahnhof, que é um museu enorme de arte contemporânea. O jardim tem instalações bacanas e o prédio é lindo.
Vi uma exposição que me deixou encantada; aquarelas figurativas, representando animais com bastante realismo em cenas de violência, enormes! Como é que o sujeito consegue molhar o papel sem estragá-lo? Esses papeis de aquarela são bem delicados e as pinturas eram imensas e detalhadíssimas.
Havia um curta metragem muito interessante sobre nazismo; várias instalações incompreensíveis (apesar de algumas muito belas ou instigantes) e uma seção inteira do Andy Wharol (adoro!).
Pois é, o problema é que a livraria do museu estava com uma liquidação ótima até mesmo em euros e acabei saindo de lá com uns 5 kg nas costas para carregar o dia inteiro. Pessoa viciada faz essas coisas mesmo, fazer o quê?
Caminhei um montão e fui parar na Oranienburger, um lugar famoso por que já foi uma das maiores áreas de judeus da cidade (a maior parte das pessoas que morava lá foi deportada para campos de concentração) e hoje em dia por causa dos artistas alternativos que vivem lá. A rua tem um monte de casarões abandonados que foram ocupados por ateliês. O negócio é meio sinistro, parece tudo bem underground, mas é cheio de surpresas muito interessantes. E já que o dia era de arte contemporânea, mandei ver. Olha só que achados!
Lá mesmo, na Oranienburger Straβe, visitei uma exposição sensacional de fotografia numa galeria instalada num desses casarões (mas pelo menos esse estava reformado), chamada C/O Berlin. Recomendo.
Faz algum tempo, recebi um Powerpoint que mostrava um elevador que ficava dentro de uma aquário cilíndrico e parecia bem interessante. O e-mail dizia que o negócio ficava em um hotel em Berlim chamado Raddison. Fui procurar e, como era perto de onde eu estava, resolvi conferir. Maior fria.
Não dá para entrar pelo hotel (claro), então é preciso comprar um ingresso mais caro que o dos museus (€ 15 já com desconto) e entrar num daqueles arremedos de oceanarium, cheio de aquariozinhos e peixinhos sem graça em corredores escuros e mal ventilados.
Quando finalmente a gente chega ao tal elevador, não dá para ver quase nada do andar térreo (eles colocaram uma parede de vidro jateado; assim, quem quiser ver tem que pagar mesmo). Tudo bem se fosse só isso, mas a gente sobe, para um pouquinho e desce, sem sair para ver a coisa de cima. Sem falar na criançada chorando de medo. Está certo que dá um certo barato ver os peixinhos em volta da gente, mas eu não recomendo não. Até agora, foi o único programa que não curti muito.
Pois é, amanhã São Pedro promete sol. Será? Vamos torcer!
Aproveitei para ir também até a torre de TV (Fernsehturm), que tem um mirante de 200m de altura e dá para ver a cidade toda em 360o. Pena que o dia estava nubladão (mas pelo menos não choveu) e a visibilidade não era das melhores. Mas dá para ver como Berlim é linda, cheia de avenidas largas, onde edifícios históricos convivem com o que há de mais vanguardista na arquitetura.
É, galera, o nome é engraçado, mas é assim que se chama o Parlamento da Alemanha. Fui hoje de manhã visitar o impressionante edifício histórico (o prédio se chama Reischtag porque é da época do império), que se tornou sede do legislativo alemão com a reunificação (ele estava bem bem na beiradinha do muro e estava praticamente abandonado).
O prédio fica aberto à visitação das 8 da manhã até às 10 da noite, mas em todos os momentos em que eu passei por lá, a fila continuava do mesmo tamanho (enorme). Hoje descobri que se a gente fizer uma reserva num quiosque ao lado para assistir uma palestra dentro do parlamento (olha que máximo) não precisa pegar fila! A palestra começa às 12 horas e é só chegar meia hora antes, dar o nome e entrar na maior moleza. Esse povo fica esperando na fila porque não pergunta as coisas….eheheh
Na palestra, o funcionário do parlamento explicou que a cúpula de vidro é para simbolizar a transparência do governo (Hitler fez o que fez por governar a portas fechadas); aliás, transparência é uma compulsão por aqui. Praticamente todos os novos edifícios são de vidro e ao lado do prédio do parlamento, num prédio da administração, a constituição está escrita sobre um muro de vidro.
Para o projeto da reforma foi realizado um concurso com arquitetos do mundo inteiro, e ganhou o projeto coordenado pelo inglês Norman Foster, que bolou essa cúpula sensacional, cujo miolo de vidro ajuda a iluminar a sala onde os congressistas se reúnem. Nos dias em que há votação a visitação é mais restrita e precisa ser agendada com bastante antecedência por causa da procura (o Bundestag é o parlamento mais visitado no mundo, e já foi visto por mais de 30 milhões de pessoas desde 1999, quando foi inaugurado).
Ao lado desse prédio, do outro lado do rio, há uma série de edifícios modernos que acolhem todo o governo e, naturalmente, o complexo é todo construído em vidro. A ideia dos arquitetos é que se possa enxergar de uma ponta a outra para lembrar aos governantes da vigilância da democracia.

Vista do domo para o Tiergarten, onde o rei ia caçar. É tipo um Central Park e fica bem no meio da cidade.
Aliás, o presidente alemão (que não manda nada) renunciou ontem por causa de um pronunciamento que gerou mal entendidos (já pensou se o nosso presidente também renunciasse quando falasse bobagem?). Mas a primeira-ministra, Angela Merkel, continua firme e forte (vimos o lugar onde ela senta quando vai ao parlamento).
Mas ainda não eram duas da tarde quando saí de lá e o dia ainda estava só começando!
Essa praça é chamada Bebel Platz em homenagem ao fundador do partido democrata alemão no século XIX (político com nome de Bebel? Só na Alemanha….eheeheh).
Brincadeiras à parte, essa praça que fica ao lado da ópera (hoje faculdade de direito) e em frente à Universidade Alexander Humboldt, ficou famosa por ser cenário de uma monstruosa fogueira de livros patrocinada por Hitler. Todos os autores considerados traidores como Thomas Mann e Karl Marx, só para citar dois famosos, tiveram suas obras incineradas em praça pública. Na leva deve ter ido quase toda a biblioteca da universidade e livros diversos trazidos de todos os cantos da cidade.
Para que a lição não seja esquecida, foi construído um monumento no meio da praça. É uma sala com prateleiras vazias que fica no subterrâneo e a gente olha por cima, por uma janela de vidro. Cheguei na praça e custei para achar o monumento. O remédio foi esperar algum grupinho de turistas (a cidade está coalhada deles) se aproximar com um guia. Simples…

Praça Bebel com a Universidade Humboldt ao fundo. O bolinho de gente está olhando para o monumento em homenagem à biblioteca vazia.
E e essa universidade não é pouca coisa não; lá estudaram os Irmãos Grimm, só para começar. Também passaram pelo lugar os filósofos Hegel e Schopenhauer. Marx e Engels também deixaram sua marca no lugar, que teve como professores ninguém menos que Albert Einstein e Max Planck. Vou resumir a história para não ficar muito comprida: essa universidade gerou, até agora, 29 prêmios Nobel. É mole?

Essa foto é de outro campus da universidade. A sala de aula é transparente (eita obsessão) e dá para ver os alunos assistindo a uma aula. No quadro branco o professor está projetando transparências, claro (ops, não pude evitar o trocadilho infame...rsrsrs...), e o quadro verde escrito a giz está bem atrás.
O pessoal aqui é mesmo chegado num domo (teto em forma de cúpula); não é por nada, mas o negócio é bonito mesmo (mas cuidado, dom em alemão quer dizer catedral).
Esse é o domo da Catedral Católica de Berlim (€ 5,00 para entrar) e, como todas as igrejas portentosas como essa, sempre tem alguma escada sinistra que leva ao topo da construção. Batata! Foi só procurar a entrada, subir os quase 300 degraus para olhar a cidade lá de cima. Olha que lindo!
Perambulando pela cidade achei um monte de coisas legais e interessantes. Só voltei de metrô porque os pés estavam destruídos de andar o dia todo.

Achei várias dessas motos andando pela rua. A vantagem é que, nesse modelo, a legislação daqui não exige capacete.
Pois é, o dia foi bem comprido e aqui já são quase 10 da noite (começou a escurecer). Amanhã tem mais, tá?
O rio Spree corta toda a cidade e dá tantas voltinhas que acabou formando uma ilha pluvial. Pois nessa ilha estão concentrados os principais museus da cidade. Como eram muitos (se contar a cidade toda são 176!), escolhi visitar apenas o Pergamon Museum e o Neues Museum.
O Pergamon chamou a minha atenção porque nele estão as ruínas originais do templo grego que leva esse nome. Vou ser sincera: eu já tinha me escandalizado quando visitei os chamados Mármores de Elgin no Museu Britânico em Londres porque os ingleses simplesmente transferiram o Pathernon inteiro para dentro do prédio (ficou fantástico, mas não deixa de ser um tipo de roubo, né?). Está certo que o que sobrou das ruínas Grécia está sendo carcomido pela poluição (acho que os gregos são um pouco avacalhados como os brasileiros nessas coisas de cuidar do patrimônio histórico), mas o negócio é grande demais.
Pois não tenho certeza, mas estou achando que o o Altar do Pergamon é bem maior. São fachadas inteiras, cada pedra gigantesca com esculturas cuidadosamente restauradas. É mais que impressionante; é formidável. O pé direito do museu é altíssimo para abrigar uma fachada original do templo grego com 130 metros de altura, imagine só. Durante a guerra, a instalação inteira foi cuidadosamente desmontadada e escondida numa mina. Incrível, né?
Como não dá para fotografar dentro do museu, peguei algumas fotos da Wikipedia para se ter uma ideia.
Pois é, não contente com essas preciosidades, o museu também exibe ruínas da Babilônia no reinado de Nabucodononsor e uma coleção de arte islâmica de cair o queixo (os portais têm a mesma altura do Mercado de Mileto e foram tirados de algum palácio).
No Neues Museum, que guarda uma impressionante coleção de arte egípcia, vi nada menos que o famoso busto da Rainha Nefertiti (entre outras coisas maravilhosas). Ela é linda mesmo! De novo, não dava para tirar fotos, mas olha só uma imagem que encontrei da belezoca na Wikipedia.
Loucura!!
O verão, que já devia ter dado as caras por aqui, anda atrasado por conta do vulcão (aquele islandês de nome impronunciável) que também trouxe muita chuva. Como consequência, a gente está se molhando muuuuito.
Hoje o Conrado conseguiu uma folguinha para sair comigo e aproveitamos para dar uma volta no comércio. Comprei minhas botas de moto e andamos olhando algumas coisas para a casa também (ele quer mais uma cafeteira; aqui é o paraíso para esse tipo de coisa). As lojas de departamento são gigantes como é comum em cidades cosmopolitas (na Saturn eram 3 corredores inteiros só de fones de ouvido), mas a maior loja daqui se chama KaDeWe, ocupa quase um quarteirão e tem 5 andares (lembra a Galleria Lafayette, em Paris). Não dá para fazer muitas comprinhas porque quando a gente transforma Euros em reais, dá aquela desanimada, mas só olhar já é bem bacana.
No quinto andar, especializado em gastronomia, a seção de chás é de enlouquecer mesmo quem não toma chá. Fiquei encantada também com as embalagens de azeites, pimentas e temperos (dois corredores inteiros de azeite, imagine!); simplesmente sensacionais. Pena que não dá para fotografar dentro da loja, senão iria ser uma verdadeira aula de design. Aliás, quando eu estiver indo embora vai começar uma mostra de design que está me fazendo torcer para o vulcão dar as caras de novo e trancar os aeroportos. Juro que não é por mal…
Também visitamos uma galeria de arte especializada em fotografias. É de babar; dá vontade de levar tudo para casa.
Amanhã vou explorar a cidade sozinha (adoro explorações turísticas) e perderei meu tradutor automático de alemão (o Conrado). Mesmo com ele, meu vocabulário já se ampliou uns 30%. Se eu vier mais vezes, acabo aprendendo a falar, pois não parece tão difícil.

Essa igreja foi destruída durante a guerra e foi deixada assim para ninguém se meter numa coisa dessas de novo

Meinecke é o nome de família da mãe do Conrado e straβe é rua em alemão (eles adoram juntar palavras). Só faltou um "c" na placa
Uma das coisas que estou adorando aqui é que as ruas são cheias de carros lindos e pequenininhos. Smarts e mini-coopers aos montes e nenhuma Hilux, Tucson, Pathfinder, Ecosport ou congêneres. A cidade fica muito mais linda, pode acreditar!
Saímos de Floripa às 9 da manhã do sábado e chegamos hoje, domingo, às 4 da tarde. Aqui o fuso horário é de 5 horas a mais; mesmo assim, quando o Hubert (chefe do Conrado) veio nos pegar no aeroporto e ofereceu um tour pela cidade antes de ir para o hotel, nem pisquei. O Conrado não se surpreendeu porque já esteve algumas vezes aqui a trabalho, mas eu não consegui colocar o queixo no lugar certo até agora. Gente, essa cidade é TUDO!
Berlim é grande e espalhada, cheia de áreas verdes (com coelhinhos passeando no bosque; vimos vários) e ruas largas. Há 20 anos a cidade está em obras; os danos segunda guerra foram inúmeros, mas quando eles resolveram recuperar pelo menos a parte física, capricharam mesmo.
Há uma variedade de palácios, igrejas, monumentos, praças e centros de arte que dá até tonteira. Vou ter que me organizar bem para fazer render o tempo. Mas, pela geral que demos hoje, já deu para ver uma coisa: não vou andar de metrô. Eu ia comprar o passaporte que dá direito a 5 dias de passe livre, mas a cidade é perfeita para caminhar e está totalmente coberta por ciclovias. Está cheio de lugar para alugar bicicletas e o pessoal aqui anda mesmo. Apesar de seus 3,6 milhões de habitantes, o trânsito é tranquilo e sem engarrafamentos; isso acontece porque o transporte público (ônibus, metrô e trem) é excelente e, como eu disse antes, dá para fazer tudo de bicicleta.
Passamos pela Berlim oriental e realmente a arquitetura muda bastante com a estética russa. A maior parte das árvores foi plantada na reconstrução, pois o lado oriental, sem dinheiro e energia, teve que cortar tudo para fazer lenha no inverno e plantar batatas para matar a fome.
Mas chega de papo, vamos às fotos!

Eu na frente do portão de Brandemburgo, que servia de entrada ao jardim que dá acesso ao palácio do rei Frederico Guilherme II

Esse é o impressionante monumento em homenagem aos judeus mortos nos campos de concentração. As esculturas lembram túmulos e formam um labirinto

Nem tudo é tristeza. Essa faixa mostra onde passava o muro, bem ao lado do atual parlamento. Estou com um pé em cada lado de Berlim. Esse prédio histórico cheio de histórias vai merecer uma visita especial, aguardem!
Pois é, agora vamos dormir que 5 horas de fuso não é brincadeira não! Auf Wiedersehen!!
Estou que nem criança pequena em véspera de natal, acho que nem vou conseguir dormir. É que amanhã cedo o Conrado e eu viajaremos para a Alemanha.
Já estive lá no final do século passado, quando ainda era engenheira e fui visitar a Feira de Hannover. Na ocasião, visitei Hannover, Colônia, Frankfurt e algumas cidadezinhas às margens do Rio Reno que conheci na viagem de carro até Zurique para visitar um instituto de robótica.
Agora o Conrado vai trabalhar (alguém tem que garantir os biscoitos dos gatinhos) e eu vou turistar. Vamos ficar uma semana em Berlim, alguns dias em Ulm e o último dia em Munique.
Vai ser uma delícia explorar essa cidade sensacional (dei uma estudada e vi que não vai dar tempo para ver tudo o que eu quero…eheheh). Já providenciei o que é necessário: um mapa, um dicionário (imprescindível, pois meu alemão se resume a 17 palavras) e uma câmera fotográfica.
Vou compartilhar tudo aqui no blog, não se preocupem (como não dá para abandonar completamente o trabalho, vou levar meu notebook).
Pois é, então é isso. Vivam de inveja e auf Wiedersehen!
Estou em Blumenau para dar aulas para um curso de pós-graduação da FGV e isso me deixa contente porque são duas coisas que gosto muito: dar aulas para pós-graduação e visitar cidades diferentes.
Pena que não para de chover (eita terrinha molhada….) e não vou poder sair por aí tirando fotos para mostrar um pouquinho desse lugar tão charmoso. Semana que vem volto novamente e vamos ver se o humor de São Pedro melhora um pouco.
Reza a lenda que a fazenda era de um gringo chamado Tim, eis porque o lugar agora se chama Nhô Tim, ou melhor, Instituto Inhotim.
Imagine uma fazenda mineira. Agora imagine que alguém com muuuuuuiiiito dinheiro comprou o lugar; transformou-o num jardim botânico com cinco lagos ornamentais e mais de 1200 espécies de palmeiras do mundo todo. Não contente com a obra, o sujeito ainda instala várias galerias de arte contemporânea totalmente integradas à paisagem, cujo acervo reúne mais de 500 obras de artistas de renome internacional espalhadas nos jardins e nas construções. Isso é o que virou Inhotim. Chega a arrepiar.
Coisa linda quando uma pessoa que tem muito dinheiro sabe gastá-lo bem. Desde os bebedouros públicos até os banheiros das galerias, passando pelo mobiliário da lanchonete, nada foi economizado. Até carrinhos elétricos estão disponíveis para quem tem dificuldade de andar. Há monitores em todos os lugares, muitíssimo bem treinados, educados e informados. Todos jovens nativos de uma cidadezinha próxima que carrega o singelo nome de Brumadinho.
Gente, o Brasil ainda tem jeito.
Posso dizer que vale a viagem, seja de onde for, só para visitar esse lugar. Difícil acreditar que isso existe aqui no país do jeitinho e da malandragem.
A visita começou às duas da tarde, com um almoço delicioso no restaurante local. Preços justos, lugar fantástico, louça Vista Alegre e guardanapos de linho. Garçons eficientes como há muito não vejo e atendimento impecável. Nem vou comentar a vista… vejam por vocês mesmos.
Cheguei agora à tarde nessa cidade linda e vou ficar até terça. O trabalho mesmo é na segunda e na terça, mas aproveitei o final de semana para conhecer mais um pouco desse belíssimo horizonte. Hoje demos uma voltinha pelo bairro Savassi (sonho de consumo para quem gosta de bares, cafés e livrarias), amanhã vou visitar a feira hippie e, se tudo der certo, o Centro Cultural Inhotim, no município de Brumadinho. Eita vidinha mais ou menos…
Amanhã tem mais!