Genial a campanha de prevenção da Fundação de Câncer de Mama de Singapura pela agência DDB. A chamada é: “você está obcecada pelas coisas certas?“.
A ideia é mostrar que, às vezes, a gente fica obcecada por partes do nosso corpo que nem são um problema tão sério, quando, na verdade, devia prestar mais atenção à saúde dos nossos peitinhos (ou peitões, em alguns casos). Os exemplos de preocupações bobas são uma espinha no rosto, umas gordurinhas a mais na retaguarda e um cabelo que acordou rebelde. O conceito é ótimo, mas o que chamou atenção mesmo foi o capricho na execução, olha só!
Essa obra espetacular está em tudo quanto é blog de propaganda e design, mas mesmo assim achei que valia a pena dar mais um reforço, afinal, o assunto é importante e sendo assim tratado com tanta genialidade, fica difícil de resistir. De qualquer maneira, obrigadão à Sabrina Mix, que me mandou também a dica pelo Google Reader!
Olha só o novo restaurante mexicano que o sempre atento Cristiano Chaussard, da InoveIdeia, descobriu aqui em Floripa. As pessoas deveriam testar a eufonia dos nomes que escolhem para suas marcas a fim de evitar esse tipo de associação com piadinhas escatológicas. Leia bem rápido e entenda do que estamos falando…rsrsrsrsss….
Em tempo: eufonia, segundo o dicionário Aulete, é a sucessão harmoniosa de fonemas pelo encadeamento feliz de sons (vogais) e articulações (consoantes), livre de repetições, combinações dissonantes ou desagradáveis.
Perguntinha capciosa essa, heim? Vou dar uma pista, afinal, até alguns dias atrás, eu nem fazia ideia se isso era de comer ou de beber.
Vamos lá: iconoclasta, significa, literalmente, destruidor de ícones. A origem da palavra data de 725 d.C., quando Leo II, imperador de Constantinopla, destruiu o ícone dourado de Cristo instalado nos portões de seu palácio. O iconoclasta não respeita símbolos, ídolos, imagens religiosas ou qualquer tipo de convenção social ou tradição. Um iconoclasta entende que nada nem ninguém é digno de culto ou reverência.
Quem desenterrou isso lá das antigas e trouxe para o nosso mundinho contemporâneo foi o neurocientista Gregory Berns, com seu ótimo livro “O iconoclasta“.
Berns atualiza o conceito quando diz que iconoclasta é uma pessoa incomum que interpreta a realidade de maneira distinta e faz aquilo que o senso comum julga impossível de ser feito. Ou seja, iconoclastas são inovadores, aquela raça que muda o mundo e vira pelo avesso tudo o que a gente conhece. Nem sempre esse povo é fácil de lidar, mas são eles que fazem a civilização andar.
Os iconoclastas são pessoas diferentes da média e vêem o mundo de uma maneira diversa e original. Gregory Berns descobriu, inclusive, que o cérebro dessas pessoas é diferente em três aspectos principais: a percepção, a resposta ao medo e a inteligência social. (more…)
Sabe quem faz os uniformes da Gol e da Varig? Você não vai acreditar, mas é uma empresa chamada SARRO! Entrei no site e eles parecem muito competentes, sendo que Sarro, no caso, é o sobrenome da fundadora. Nossa, ela deve ter passado a infância e a adolescência com todo mundo tirando o maior sarro do nome dela, mas parece que não ficou nenhum trauma.
Como será que as recepcionistas atendem ao telefone? “Maria da Sarro, bom dia“? Sei não, mas achei muito esquisito, até porque, segundo o dicionário Aulete, a palavra está relacionada a sujeira, crosta, manchas, coisa engraçada ou contato físico libidinoso e rápido em local público, amasso, agarramento, esfregação, bolinagem. Não consigo encontrar um só significado que justifique o uso do vocábulo como um ponto positivo que dê credibilidade a uma empresa séria (como parece ser o caso).
Quem descobriu esse verdadeiro sarro foi a espertíssima Mônica Fuchshuber. Valeu menina, obrigadão!
Tudo bem que tem aquela questão da mulher-objeto, etc, etc. Mas essas pin-ups são tão lindinhas que a gente até esquece um pouco desse papo. Não tem como não achar charmosa a embalagem desse chocolate, que vem com um selinho para ser retirado e mostrar as moçoilas em trajes íntimos.
Com hoje em dia a mulherada se deixando fotografar praticamente do avesso, não deixa de ter um certo ar de inocência essas mocinhas curvilíneas tão bem encaixadas no projeto gráfico (atenção especial para a tipografia fantástica).
O que tem de publicitário descontrolado procurando qualquer espacinho que seja para “novas mídias” não é brincadeira. Olha só a porquice que fizeram nas mesas da praça de alimentação do shopping Beiramar, em Floripa.
A praça era feia e poluída visualmente; com o advento da concorrência (sempre muito saudável), o Beiramar fez uma reforma e o ambiente ficou lindo, clean, confortável e tão aconchegante quanto pode ser uma praça de alimentação. Mas eis que chega um sem noção e gruda essas coisas no tampo das mesas.
Eu gosto de comer sushi porque é uma comida bonita, harmônica, estética, equilibrada. Agora põe um prato bacanudo em cima de uma mesa horrorosa dessas! Parece que estou comendo em cima de jornal. Onde está o foco na experiência do cliente, nas sensações, na percepção agradável e positiva?
Não sei vocês, mas eu não volto lá enquanto não tirarem esse lixo de cima da mesa…
Em busca de um jeito melhor de apresentar e organizar minhas ideias, comprei “Faça como Steve Jobs e realize apresentações incríveis em qualquer situação“, de Carmine Gallo. Nossa, se todo mundo lesse isso, quanta diferença em produtividade teríamos.
O autor é especialista no assunto e estudou ponto por ponto o que faz as apresentações de Jobs serem tão encantadoras e convincentes (é claro que ele tem produtos espetaculares para apresentar, o que facilita muito as coisas, mas estes também são reflexo do Job’s way of thinking).
É interessante observar que tudo no livro é absolutamente coerente com a bíblia das apresentações (Presentation Zen - Simple Ideas On Presentation Design And Delivery, de Garr Reynolds), que também recomendo fortemente (além do que, o livro é liiiindo!).
Mas vamos ao que interesssa: o que Steve Jobs faz de tão excepcional que atrai todo mundo para as suas apresentações? Vou compartilhar um pouco do que li, mas recomendo o livro todo.
Andei assistindo a um montão de palestras do projeto TEDx (Technology, Entertainment & Design) para uns cursos que estou preparando (nossa, dá para gastar dias, é tudo muito interessante). Aí esbarrei nesse vídeo aqui, onde Johanna Blakley mostra que, no mundo da moda, essa história de direitos autorais não pegou simplesmente porque a aplicação é inviável.
Em vez de prejudicar os designers, o negócio só faz crescer e fazer todo mundo ganhar dinheiro, ao contrário das indústrias onde as pessoas ainda se preocupam com isso.
A moça estuda o impacto da propriedade intelectual sobre a inovação e concordo com ela quando diz que temos que repensar essa questão; o mundo mudou muito e as receitas velhas não estão mais servindo. Os argumentos são matadores, vale muito a pena assistir.
Você pode selecionar legendas em português no rodapé do vídeo. São só 15 minutos para mostrar um outro ponto de vista sobre coisas que você achava que já sabia. Puro TEDx!
Em 1909, Harry Gordon Selfridge, fundador de uma loja de departamentos em Londres, cunhou a seguinte máxima para motivar seus funcionários a serem gentis: “o cliente tem sempre razão“. Desde então, a polêmica tem rolado solta. Há quem concorde, quem discorde, e até quem que se meta em brigas acirradas para ter razão sobre quem tem razão.
Coloque a frase entre aspas no Google, nosso oráculo moderno, e você vai encontrar todo tipo de defensor de cada parte. É como se clientes e empresas fossem inimigos declarados, cada qual tentando defender seus direitos.
A questão é que mais de um século já se passou e tem gente que não reparou que, não apenas essa página da história do marketing e relacionamento com clientes já foi virada há tempo, como até o livro mudou. Não faz mais sentido discutir esse tipo de coisa.
“Design thinking é essencialmente um processo de inovação centrado no ser humano que enfatiza a observação, a colaboração, o aprendizado rápido, a visualização de ideias, o conceito de prototipagem rápida e a análise dos concorrentes no mercado, que, no final das contas, influencia a inovação e a estratégia do negócio.“
Boas novas! O povo foi ouvido e a palestra “Relacionamento dá trabalho” que meu sócio Alberto Costa vai ministrar na próxima segunda-feira, dia 16 de agosto, vai ser transmitida ao vivo pela Internet, a partir das 19h30.
Os interessados devem acessar este link aqui com alguma antecedência, pois para poder participar do chat é necessário criar uma conta no sistema. Para conferir presencialmente, é só se inscrever no site da Confraria Empresarial, que está organizando o evento.
Para dizer bem a verdade, estou completamente em pânico com a montanha de trabalho que resolveu se instalar sobre a minha mesa — os prazos são apertados e o tempo urge — mal consigo responder aos e-mails que me chegam. A parte boa é que a produção está alta; mas o pobre do bloguinho aqui sofre um pouco com isso.
A dica é que recentemente comecei a assinar uma Newsletter e estou encantada. É a “Quebra Tudo: ideias para quem tem senso de urgência“, do site BizRevolution. O Ricardo Jordão Magalhães, dono do pedaço, fala sobre quase tudo e de uma maneira muito empolgada (me identifiquei totalmente). Além disso, o cara consegue produzir muito material, eventos diversos, palestras e consultorias (quero aprender como se dá conta!).
O foco da publicação é marketing B2B, mas o sujeito consegue integrar vários assuntos de maneira interessante e com uma redação contagiante.
Ainda vou reservar um tempo para explorar todo o potencial desse negócio, mas se alguém quiser fazer uma visita, é só clicar aqui (gente, juro que isso não é propaganda, certeza que o tal Ricardo nunca ouviu falar de mim e nem do Haroldo, tá?).
Olha o presentão que acabei de ganhar do ilustrador Rodrigo Tramonte: ele achou essa propaganda de uma empresa que não esconde que não está nem aí para os ouvidos alheios — eles querem é causar! O posicionamento é bem claro, o público em questão são os bad boys, aqueles rapazes maus que andam por aí em carros rebaixados, com película escura, o som ligado no último volume e que acham que essa história de se preocupar com poluição sonora é coisa de mulherzinha.
Tá bom, é bizarro, mas ninguém pode chamá-los de incoerentes…
Acabei de ler “A lógica do consumo: verdades e mentiras sobre o que compramos” e estou encantada, assustada, perplexa, curiosa e cheia de palavras. Pena que a versão brasileira não conseguiu achar nada equivalente para traduzir a grande sacada que é “Buyology“, o título original.
O volume, escrito pelo consultor dinamarquês especializado em global branding, Martin Lindstrom, deveria ser leitura obrigatória para todo mundo que trabalha com marketing, design ou propaganda. É que o sujeito conseguiu parceiros suficientes para organizar o maior estudo até então feito sobre neuromarketing; ou seja, deu um jeito de escarafunchar nosso cérebro para descobrir como tomamos as decisões de compra.
Na real, cada capítulo mereceria uma resenha, mas um dos que mais me deixou perplexa foi o que fala de propaganda subliminar. Lindstrom conta que o termo foi cunhado em 1957 pelo pesquisador de mercado James Vicary, com a lendária inserção de quadros incitando o consumo de pipoca e Coca-Cola no meio de um filme, de maneira que só o subconsciente das pessoas conseguisse reconhecer as mensagens. Vicary saiu divulgando que as vendas tinham aumentado consideravelmente depois dessa experiência (e por causa dela), mas depois, em 1962, quando o experimento foi refeito e não se conseguiu os mesmos resultados, o próprio assumiu em uma entrevista que tudo não passava de invenção, inclusive os números referentes ao aumento das vendas. A Associação Psicológica Americana decretou que a propaganda subliminar não funcionava tão bem como a tradicional.
Meu sócio, o consultor Alberto Costa, vai falar sobre network e como a boa gestão de relacionamentos provê sustentabilidade à atividade profissional. O cara sabe o que está falando, afinal, se hoje somos sócios, é porque ele é mestre na arte de fazer parcerias. De quebra, o Alberto também vai falar sobre as redes sociais como o Twitter, Orkut, Facebook e sobre como aproveitá-las da melhor forma para seu benefício profissional e pessoal. Vai lá:
* Dia 16 de agosto de 2010 (segunda-feira), 19 horas
* Auditório da reitoria da UFSC | Florianópolis, SC
Em física ou matemática, mega é um múltiplo de qualquer unidade de medida que multiplica por 1.000.000 o número que está na frente dele. Assim, 2 mega qualquercoisa é igual a 2.000.000 qualquercoisa. Dito isso, alguém pode me explicar a promoção abaixo?
Está certo que o black dog é muito mais que um hot dog, mas põe muuuito mais nisso…
Presente do sempre atento JR Guimarães. Obrigadão!!
Droga, aconteceu de novo! Entro no carro com pressa, ponho o cinto de segurança, dou partida e, quando olho para a frente aparece um daqueles papeizinhos irritantes presos no limpador de pára-brisas. Como estou voltando da aula de yôga, só me resta colocar os ensinamentos em prática: respirar fundo, manter a calma e a serenidade e, sem movimentos bruscos, retirar o lixo e colocá-lo no devido lugar, dentro do carro. Há que se perdoar esse tipo de coisa, pois eles não sabem o que fazem.
E não sabem mesmo. A equivocada da vez é uma dentista oferecendo seus serviços. Tenho a mais absoluta certeza de que essa moça não tem a menor noção do estrago que está fazendo em sua vida profissional com essa “ação de marketing”.
O maior problema, a meu ver, é que as faculdades que formam profissionais liberais não oferecem em seus currículos nem a mais leve noção do que venha a ser marketing e para que serve. O resultado é que a aluna mais habilidosa da turma pode ser um fracasso profissional pela falta de conhecimentos básicos sobre como se posicionar e se manter no mercado. Um desperdício de talento que resulta numa eterna fonte de poluição para o público em geral e muita frustração para o profissional em questão.
Todo mundo sabe que é complicado para quem está começando um negócio investir em consultorias de marketing e design (até porque está cheio de profissionais de marketing e design fazendo o mesmo tipo de bobagem), mas pelo menos alguma informação básica sobre o que não fazer talvez possa ajudar. (more…)
Tá bom, vou só engrossar o coro: achei que essa marca gráfica da copa de 2014 ficou amadora. Como disse o Alexandre Wollner, um dos maiores designers do país, parece alguém escondendo o rosto de vergonha. Também rolou uma piadinha que parecia o Chico Xavier psicografando um livro. Já vi até alguém comentar que é uma mão acariciando uma boa bunda brasileira ou uma metáfora para dizer que está todo mundo “metendo a mão”. Enfim, penso que mais do que a questão estética, o maior problema é a gama de interpretações engraçadinhas (e não necessariamente desejadas) que o projeto favorece. O pessoal da agência Africa deixou a bola quicar (não pude resistir ao trocadilho infame) e o povo está chutando mesmo.
O que será que está acontecendo? Uma nova tendência estética no design ou apenas incompetência mesmo? Se fosse só aqui no Brasil eu até entenderia, mas lembrando a marca que vai representar Londres nas Olimpíadas de 2012 (que não é nem um pouco melhor que a nossa) dá até vontade de chorar..
Sou uma pessoa extremamente visual e, talvez seja esse o motivo das embalagens me fascinarem tanto. Por isso, saí dando pulinhos de alegria quando fui convidada para ministrar a disciplina “Projeto experimental de embalagens” no curso de design da UNISUL. Já tinha uma vasta coleção de embalagens (tenho uma predileção especial por latinhas e caixinhas), tanto físicas como em fotos, mas achei a desculpa certa para comprar mais um monte de livros (um buracão nas minhas finanças, mas com justificativa) e agora, meu radar, antes já bem azeitado, está funcionando a milhão. Já tenho mil ideias e a certeza de que não vai dar tempo de mostrar tanta coisa em apenas 30 horas (tenho que considerar o tempo para os alunos fazerem o projeto).
Pois estava pesquisando sobre esse delicioso assunto quando encontrei o projeto de um artista americano que fez um experimento ousado e, surpreendentemente, muito bem sucedido.
Ele simplesmente transforma o lixo de New York em souvenir, vendendo-o em caixinhas pequenas de acrílico totalmente à prova de odores. O negócio fica interessante porque não há dois iguais (é lixo recolhido na rua mesmo, que ele arruma nas caixinhas como se fossem ikebanas).
O projeto começou em 2001, quando Justin Gignac discutia com amigos sobre a importância da embalagem no processo de compra. Ele se auto-desafiou então a vender uma coisa que ninguém compraria de jeito nenhum apenas trabalhando corretamente o projeto da embalagem. Lixo era a resposta, e deu muito certo.
Hoje, as famosas caixinhas possuem até edições limitadas com o lixo coletado em eventos históricos, como a convenção republicana e a posse de Obama, por exemplo. Cada caixinha custa U$ 50 e ele já vendeu 1.300 peças para 29 países. Duvida? Clica aqui!
Essa esquina fica a algumas quadras da minha casa. Toda vez que vou atravessar a rua fico pensando para que serve esse semáforo de pedestres, uma vez que, em vez de apontar para os pedestres ele aponta para o cruzamento. Será que passou um caminhão, entortou o dito cujo e ninguém reparou? Só eu?
Essa outra vem de um banheiro. Olha que nome interessante para uma empresa que lida com produtos de higiene. É que de todos os povos do mundo, os franceses são os que têm a maior fama de pouco higiênicos… vai entender o conceito da marca…
Embalagens de meia infantil pela designer Anat Erez Fellner
Olha que notícia ótima para designers e empresas: O Sebrae está viabilizando o desenvolvimento de design de embalagem para micro e pequenas empresas subsidiando 50% do valor do projeto. A contrapartida da empresa é arcar com os outros 50% mais os custos de imagens/ilustrações e de produção das embalagens.
Os projetos de design serão desenvolvidos por escritórios de design associados à ABRE (Associação Brasileira de Embalagem).
O atendimento do projeto inclui:
- Desenvolvimento (criação ou redesign) de embalagens
- Criação ou redesign do logotipo da empresa
- Criação ou redesign do logotipo do produto atendido no projeto
- Criação ou redesign de caixa de transporte
- Criação ou redesign de etiquetas, tags ou instruções.
- Editoração eletrônica
O valor máximo por projeto é R$ 14.000,00.
Quer saber mais? Escreva para projetosebrae@abre.org.br ou cliqueaqui.
A Mariana Nascimento pegou um avião ontem e, logo que se sentou, lembrou-se de mim. Será que alguém andou “fazendo arte” ou a foto saiu com defeito? De qualquer maneira, os smiles delas não estão combinando nada nada com a campanha. Mas ficou engraçado….eheheheh….
Pois é, depois dos 40 resolvi pintar as unhas de vermelho, sei lá porquê. Deu vontade e agora só ando com as mãos feitas, de mulher fina que realmente sou…eheheh…
Pois digo isso porque acabei de receber pelo correio um kit fofo que eu não usaria há alguns anos, mas que agora vai bombar. É que faz um tempo fui convidada para participar do site da marca Intimus Days chamado Descomplicadas, olha que mumu: eu não preciso fazer nada, só autorizar que eles linkem meu blog lá. Como o site tem um monte de informações úteis e é muito bem feito (apesar de ser em Flash…ehehe) imagina se eu não ia aceitar…
Além disso, de vez em quando recebo uns presentes bacaninhas da empresa (considero isso marketing bem feito; eles me mandam presentes e eu posto se quiser algo a respeito). Agora eles me mandaram uma caixinha linda com uma caixa de Intimus Days com 40 absorventes para divulgar a parceria que fizeram com a Impala — comprando essa caixa, você ganha um esmalte. Só que eles me mandaram todas as 6 cores e mais uma luvinha sem dedos (claro!) feita a mão de presente. Como não amar?
Achei a promoção bacana e a divulgação também. Ser blogueira dá trabalho, mas tem lá suas compensações…eheheh
Delícia começar o dia ganhando presentes coloridos
Pois com apenas isso, a agência BBDO conseguiu representar a cobertura da gigante de comunicação AT&T. As mãos foram pintadas pelo artista milanês Guido Daniele e cada peça consome um dia inteiro de trabalho. A campanha começou em 2008 e vários países vêm sendo acrescentados (pena que eles não fizeram ainda o do Brasil) com bastante sucesso. A sacada, além do talento do artista, foi encontrar o ícone que simboliza cada país e representá-lo usando somente mãos (que, afinal, são quem operam os celulares da empresa).
Quem me mandou a dica (e as fotos) foi a Sabrina Mix, que está sempre achando coisas bacanas nesse nosso cyberespaço…
Esse painel está no aeroporto de Guarulhos para quem quiser ver. Numa ponta tem fotos que simulam as janelinhas de um avião com crianças dentro. Depois, tem relógios enfileirados com horários de várias partes do mundo; por fim, a explicação (?!): “Mais de 500 mil pessoas estão voando nesse momento. Nós vemos um mundo cheio de oportunidades. E você?“.
Sei não, mas olho, olho, e só consigo pensar que essas crianças estão sendo sequestradas por algum terrorista malévolo ou, na melhor das hipóteses, estão numa excursão escolar contra a vontade. Não consigo ver oportunidades para essas meninas entediadas e nem o que a foto tem a ver com o texto. E você?
Tanto na ida quanto na volta da Alemanha fizemos conexão em Londres, no aeroporto de Heathrow. Como havia tempo, tomamos um lanche numa cafeteria chamada Pret a Manger com um conceito realmente consistente de alimentação natural. Com muito bom humor, as embalagens dos sanduíches e saladas diziam “nada de passar a noite aqui“, indicando que todos os alimentos eram frescos e feitos no mesmo dia. O conceito também era evidenciado no copo de café e nas bebidas frias, que contavam histórias sempre com muita ironia. Não pude resistir e escolhi o Yoga Bunny Detox, uma espécie de refrigerante desintoxicante com suco de frutas e algumas vitaminas. Além da parte da frente ser uma graça, na parte de trás, com muito bom humor, eles indicavam tudo o que a bebida NÃO continha.
O gosto é de um chá gelado com gás; não é aquela delícia, mas para ruim também não serve.
Mas achei impossível que uma coisa bacana dessas tivesse passado em branco no mundo das embalagens na internet, então fui atrás. Realmente encontrei uma citação no TheDieline com uma imagem dos outros sabores (não pude fotografar na loja). Olha só que show!
Essas fotomontagens criativas e lindas são a marca registrada da empresa. Humor fino e inteligente; resistir, quem há de?
A inglesa Curb se apresenta como a primeira agência de propaganda natural do mundo. E a proposta é mesmo original: eles fazem anúncios de vários tipos, mas só usando elementos naturais, de preferência com o mínimo ou nenhum impacto no ambiente. No site eles apresentam 20 técnicas diferentes para promover uma marca ou fazer uma campanha sem agredir ninguém. Selecionei as 5 que achei mais criativas:
1. Propaganda limpa: eles pegam uma superfície suja e literalmente a limpam, mas apenas nas partes necessárias para formar a mensagem. É como se fosse uma pintura ao contrário.
2. Carimbos na areia e na neve
3. Letreiros com musgo
4. Pintura solar: o material é queimado usando-se somente o sol e uma lupa para fazer as vezes de pincel. Um trabalho fantástico de paciência e habilidade.
5. Escultura em plantações
Quem me deu a dica preciosa foi a designer Juliana Morozowski. Valeu, Ju!
O mundo já foi muito mais simples. Se você fabricava um produto e queria vendê-lo, podia fazer duas coisas: colocar a mão na massa e vender; ou arrumar alguém que fizesse esse papel (um representante, uma loja, um armazém ou coisa do tipo). A esses personagens que não fabricam nada, mas contribuem para que o produto chegue às mãos de quem dele precisa, convencionou-se chamar canais de marketing ou canais de vendas e distribuição.
Até há bem pouco tempo, esses canais eram bem conhecidos: o representante, o distribuidor, revendedor, o varejista (que pode ser classificado em vááárias categorias) e diversos tipos de intermediários. Aos poucos, essas possibilidades foram se ampliando e já se podia vender por telefone, pela televisão, pela internet, em parceria com outros fabricantes, em eventos, enfim, um mundo novo foi se escancarando para a alegria de vendedores e compradores.
Lendo o excelente “O marketing depois de amanhã“, do Ricardo Cavallini download grátis aqui), dá para perceber que isso é só o começo. Não foram só os canais que mudaram. Os vendedores mudaram; os produtos mudaram; os compradores mudaram; e as engenhocas eletrônicas que habitam o planeta também mudaram, e de maneira espetacular.
Na semana passada, quando estive em Blumenau, estava havendo um feira têxtil de grande porte. Por conta disso, praticamente todos os outdoors da cidade estampavam propagandas de empresas expositoras. Duas me chamaram especial atenção: uma chamada Cativa e outra, Colisão. Dois nomes com significados muito negativos. Que valor positivo pode ser atribuído à marca Cativa, já que o nome quer dizer presa, encarcerada, sem liberdade, mantida como escrava?
E de uma colisão só pode sair coisa ruim, ou pelo menos com grande potencial de estrago, né não? Ainda mais com um estillo assim, digamos, tão explosivamente cósmico…
Pois enquanto procurava essas duas marcas na Internet acabei achando outras, igualmente infelizes na escolha do nome (não vamos discutir o design dos casos abaixo porque nem sei por onde começar…). Vê se não é mesmo.
Pra que tanto "s"? E o que é esse @?
Será que é moda para mulheres grandes ou muito peruas? O que eles quiseram dizer com excessiva? Bom, pelo menos a marca está coerente: bem excessiva mesmo!
Sempre que penso em rabisco, penso em algo mal acabado... como essa marca.
Não me perguntem o que vem a ser um xarão. Não faço a menor ideia...
Falando em Design do Bom, olha só o que acabei de ganhar da Winnie Bastian, dona do pedaço. Ela estava engarrafada em São Paulo (os mineiros dizem “agarrado”, acho bem engraçado) quando viu essa pérola de slogan: “Em estamparia e solda, tudo é possível“.
Pois é, se seu sonho sempre foi encontrar um gênio da garrafa para realizar seus desejos mais impossíveis, agora não precisa mais. É só contratar o Joalhi Joalmi que ele dá um jeito, porque, em estamparia e solda, você já sabe: tudo é possível.
Imagine um lugar chamado “Clube Thermas Executive Golf“. Hummm… águas termais e golfe para executivos. Já estou formando um quadro na minha cabeça: homens com cara de rico vestidos com calças brancas e sapatos especiais praticando esse nobre esporte num gramado verdinho a perder de vista. O hotel, enorme, com banheiras de mármore nos luxuosos quartos.
Gostou? Pois é, esse aqui é o posto de vendas; os caras sabem tudo de canais de marketing. Dá só uma olhada no naipe do carrão; isso é que é estilo, o resto não é nada….
Depois de ficar sócio, aproveite e comemore com um cachorro quente
Gente, não tenho nem palavras para comentar esse “e-mail marketing” que recebi. Por favor, fiquem à vontade para fazer a análise. Eu ainda estou chocada…
O “Rumo ao Hexa” está no cantinho, mas não entendi como é que entulhar a caixa de correio alheia pode ajudar o Brasil a ganhar a próxima copa. Esses spams andam com conceitos cada vez mais misteriosos….