Tudo bem que tem aquela questão da mulher-objeto, etc, etc. Mas essas pin-ups são tão lindinhas que a gente até esquece um pouco desse papo. Não tem como não achar charmosa a embalagem desse chocolate, que vem com um selinho para ser retirado e mostrar as moçoilas em trajes íntimos.
Com hoje em dia a mulherada se deixando fotografar praticamente do avesso, não deixa de ter um certo ar de inocência essas mocinhas curvilíneas tão bem encaixadas no projeto gráfico (atenção especial para a tipografia fantástica).
Sempre que eu via aqueles band-aids estampadinhos com motivos infantis, achava uma graça — mas nunca aventei a possibilidade de usá-los; fica meio mané andar com a Hello Kitty ou a Barbie no dedo depois dos 40 (sorry, mas eu acho isso mesmo). Mas isso não quer dizer que gente grande tem que ficar de cara feia quando se machuca.
Olha só as estampas para band-aids que a marca Cinthia Rowley criou; adorei essas com fotos de pedras preciosas, um luxo!
Pena que sou um pouco traumatizada com portas diferentes (tinha bolado uma bem legalzinha para o meu antigo apê usando o buraco do olho mágico, mas o condomínio, que não possuía nenhum padrão para portas, resolveu estabelecer um só para acabar com a minha. Enfim…).
O condomínio onde eu morava não tinha nenhum senso de humor...
Bom, o criativo designer Koziel não poderia morar lá, mas ele certamente vive em um lugar onde as pessoas têm a mente mais arejada. Olha só que bacana um prédio inteiro com portas assim. Dá para aplicar em papel de parede ou vinil adesivo. Morri de inveja…
Na verdade, só não entendi muito bem o que ele fez com as maçanetas…
PS: A ideia era que ninguém entrasse na minha casa sem abrir um sorrisão (e funcionava, pelo menos com meus amigos).Pintei a porta com tinta acrílica e fiz algumas colagens (a saia foi feita com papel de presente e a máquina fotográfica colada em volta do olho mágico, tirei de uma revista especializada). Essas informações são para o caso de alguém morar num lugar com pessoas mais bem-humoradas e quiser tentar fazer a sua.
Gente, olha só que link mais sensacional o meu querido professor de yôga Enio Peretti me mandou: o elegantíssimo blog a book cover day, que publica todo dia uma belíssima capa de livro. Pelo jeito o blog é bem jovem, pois ainda só tem 3 páginas, mas tem tudo para ser um sucesso. Pelo bom gosto nas escolhas, virei fã e vou frequentar. Olha só uma amostra.
Pois com apenas isso, a agência BBDO conseguiu representar a cobertura da gigante de comunicação AT&T. As mãos foram pintadas pelo artista milanês Guido Daniele e cada peça consome um dia inteiro de trabalho. A campanha começou em 2008 e vários países vêm sendo acrescentados (pena que eles não fizeram ainda o do Brasil) com bastante sucesso. A sacada, além do talento do artista, foi encontrar o ícone que simboliza cada país e representá-lo usando somente mãos (que, afinal, são quem operam os celulares da empresa).
Quem me mandou a dica (e as fotos) foi a Sabrina Mix, que está sempre achando coisas bacanas nesse nosso cyberespaço…
Tanto na ida quanto na volta da Alemanha fizemos conexão em Londres, no aeroporto de Heathrow. Como havia tempo, tomamos um lanche numa cafeteria chamada Pret a Manger com um conceito realmente consistente de alimentação natural. Com muito bom humor, as embalagens dos sanduíches e saladas diziam “nada de passar a noite aqui“, indicando que todos os alimentos eram frescos e feitos no mesmo dia. O conceito também era evidenciado no copo de café e nas bebidas frias, que contavam histórias sempre com muita ironia. Não pude resistir e escolhi o Yoga Bunny Detox, uma espécie de refrigerante desintoxicante com suco de frutas e algumas vitaminas. Além da parte da frente ser uma graça, na parte de trás, com muito bom humor, eles indicavam tudo o que a bebida NÃO continha.
O gosto é de um chá gelado com gás; não é aquela delícia, mas para ruim também não serve.
Mas achei impossível que uma coisa bacana dessas tivesse passado em branco no mundo das embalagens na internet, então fui atrás. Realmente encontrei uma citação no TheDieline com uma imagem dos outros sabores (não pude fotografar na loja). Olha só que show!
Essas fotomontagens criativas e lindas são a marca registrada da empresa. Humor fino e inteligente; resistir, quem há de?
O André Dahmer, cartunista das politicamente incorretas tirinhas dos malvados, é dono de um humor fino e muito sofisticado. Deboche com inteligência não dá para resistir. Olha e vê se não é mesmo…
Alice riu: “Não se pode acreditar em coisas impossíveis“.
“Com certeza você não tem muita prática“, disse a Rainha Branca. “Quando eu tinha a sua idade, sempre praticava meia hora por dia. Ora, algumas vezes cheguei a acreditar em até seis coisas impossíveis antes do café da manhã“.
Lembrei desse trecho do livro “Alice no País dos Espelhos” quando vi o filme “Alice” no cinema, há algumas semanas. Na versão Timburtoniana, as palavras vão para a boca do pai de Alice, que tenta convencer um investidor.
Depois lembrei de novo quando pedi para meus alunos desenvolverem um produto conceitual, sem nenhum tipo de restrição técnica ou financeira. Sempre vejo o pessoal reclamar que sua criatividade nunca é bem aproveitada por conta das tais restrições, que podam e bloqueiam seus talentos. Pois é, paguei para ver e o resultado foi menos que decepcionante. Nada extraordinário, tudo bem convencional e dentro da caixinha. Por que será que isso acontece? (more…)
O Rodrigo tem bastante experiência em ilustrações e caricaturas e, para mim, o trabalho dele mais marcante foi a animação que ele fez para um casamento. Em vez do praticamente já tradicional Powerpoint com fotos dos pombinhos, ele bolou uma historinha com caricaturas animadas contando a história do casal. Assim fica bem personalizado, divertido e não tem convidado que não goste. Assista aqui e tente imaginar a sua história contada assim.
Gente, como não amar um spam desses? Olha bem a cara (e o corpitcho) dos 2.000 alunos dessa empresa de treinamento: não é de dar medo? Será que eles entregam a máscara cegante e a peruca branca no ato da matrícula?
Se você não consegue ler, não é só porque a imagem está pequena; é porque a fonte escolhida está horrível mesmo. Mas clicando sobre a foto ela amplia e dá para ver melhor. Ah, os cursos oferecidos são Corel, Photoshop, Dreamweaver, Flash e outros do gênero (dei uma olhada no site e a escola parece muito bem conceituada).
Fico aqui me perguntando onde andam essas criaturas voadoras que eu nunca vi. Meu palpite é que eles se formam e depois vão trabalhar em empresas espalhadoras de spam…
Veja como esse mundo é interessante: o Anatoly Zenkov ficou pensando como seria se alguém mapeasse os movimentos de um mouse durante o dia todo e se deu ao luxo de escrever um programinha (detalhes aqui). O pessoal do Cuarto Derecha fez o teste.
A primeira imagem é o registro do mouse da designer Delf e o segundo é do desenvolvedor web Toni. Os pontos pretos indicam mouse parado (o ponto é maior quanto maior o tempo, incluindo almoço, café, etc). É curioso ver que o desenvolvedor move menos o mouse (usa mais o teclado).
Vou colocar na minha lista de experimentos quando tiver um tempinho. Achei o resultado lindo! E você?
Tem horas que eu não aguento esse Frank! De onde ele tira essas ideias? Olha só que coisa mais meiga o Serra e a Dilma comentando o empate técnico nas pesquisas….ahahahahah!!!
Nossa, olha só o desafio que o designer Pavel Fuksa recebeu: ele tinha que criar 178 desenhos para estampar caixinhas de fósforo, tudo no estilo vintage. Elas serviriam para ilustrar um clipe musical da banda Navigators. De onde será que o rapaz tirou tanta ideia?
O clipe parece bem caseiro, mas as caixinhas dão show. Olha como ficou o resultado!
Tem gente que não se contenta e ver uma cidade linda, tem que participar para fazê-la ficar ainda mais interessante. Pois o designer Evol transformou em miniatura de prédios de apartamentos todas as formas cúbicas que encontrou pela cidade, criando surpresas charmosas pelas ruas. Não ficou um charme?
Olha só que ideia mais bacana o pessoal da Papaiz teve: estampar cadeados com as cores brasileiras em grafismos muito fofos. Quem for para a África do Sul pode usar os mimos para trancar as malas; quem ficar por aqui pode incrementar suas bagagens também. Gostei!
O Márcio Lobo é que nem eu — não consegue se conter ao ver um trabalho bem feito. Quando alguém tem uma boa sacada assim, a gente tem mais é que compartilhar. Olha só o que ele me mandou de presente; o estúdio é o inglês The Design Practice e o designer é o freelancer Ban Lee Too. Olha e vê se não é o máximo!
Uma das coisas que mais me encantam no mercado editorial americano é que o volume de publicações é tão escandalosamente astronômico que dá até para um sujeito escrever um livro sobre listras e seu significado ao longo da história* (sim, listras, aquelas faixas compridas de cores diferentes que estampam um tecido).
Não pude resistir a algo assim (como poderia?) e antes de alguém achar que o meu já altíssimo nível de futilidade atingiu o seu extremo, devo dizer que essas informações podem ser bastante úteis para quem trabalha com design gráfico, artes, ilustrações ou qualquer área da comunicação visual.
O livro se chama “The devil’s cloth: a history of stripes” e foi escrito pelo historiador de arte francês Michel Pastoureau (ele também estudou a história de várias cores que já estão na minha lista - sem trocadilhos).
A história começa com o grande escândalo registrado em 1254 em Paris, quando uma ordem de religiosos carmelitas chegada de Jerusalém entrou na cidade usando hábitos listrados de branco e marrom. Reza a lenda que as roupas eram assim porque representavam como as vestes brancas do profeta Elias, fundador da ordem, ficaram após terem passado através de chamas. Como ele não morreu, os hábitos listrados passaram a simbolizar uma espécie de armadura de proteção. Há variações de interpretação dependendo do número e das cores das faixas (as 4 brancas representavam as virtudes cardinais: retidão, justiça, prudência e temperança; e as 3 marrons, as virtudes teológicas: fé, esperança, amor).
Quem sabe o poder da síntese em comunicação consegue fazer coisas inimagináveis com uma simples linha no papel. Fico pensando que o mundo ainda não está perdido, quando tem tanta gente cheia de ideias simples e originais assim.
A agência Spring Design Partners recebeu o desafio de projetar embalagens para camisinhas e olha só a elegância do projeto.
Essa semana, o Banco Central apresentou as novas cédulas de real que irão circular daqui para frente. Segundo a Folha de São Paulo, no começo só serão subsitituídas as notas de 50 e 100, mas até 2012 vão trocar tudo. O novo design é claramente inspirado no Euro e os tamanhos variaram bastante para que os cegos e as pessoas que não exergam bem poderem diferenciar os valores.
Os bichos continuarão os mesmos, o que penso ser uma boa ideia, mas continuo achando as cores muito desbotadas. Dinheiro é uma coisa viva, que circula. No Brasil, principalmente, acho que eles deveriam botar para quebrar nas cores. Lembro até hoje da cédula mais bonita que já vi ao vivo — uma nota de franco suíço (já não deve existir mais), era enorme e coloridíssima, dava até pena de gastar. Por que ficar se fazendo de light, discreto e low-profile se o Brasil não é assim? Mais cor nisso, minha gente!
Dei uma pesquisada na web e olha só que cédulas bonitas achei aqui. O Brasil bem que merecia umas mais caprichadas…
Coisa mais genial quando um designer consegue traduzir um sabor em formas gráficas. Foi o que conseguiu fazer Frank Aloi para uma linha de condimentos naturais. Vai dizer que o gosto do gengibre não parece justamente aquelas espirais maravilhosas sob o fundo lilás? Show!
Como fazer uma embalagem de uma sobremesa de frutas com dois sabores sem cair no lugar comum? Pois a agência Mayday achou uma solução que fez aumentar as vendas em 320% em apenas um ano. Mas, com essas belezinhas, vamos combinar, é até covardia…
Como é que alguém consegue desenhar um gatinho com tão poucas pinceladas? Pois o chinês Cheng Yan consegue fazer isso com as técnicas de desenho da sua cultura. Achei essa lindeza no Modern Cat.
Eu não fumo, mas não me importaria nem um pouco de carregar essas caixinhas de fósforos na bolsa. Elas não são simples e ao mesmo tempo ultra-mega-master-blaster-plus linnnndas? Isso é ótimo design, minha gente. Não consigo pensar em nenhum exemplo melhor para quem ainda não entendeu a ideia.
Faz tempo que eu queria fotografar esse cartazete que está afixado nas portas dos banheiros femininos na UNISUL. Tudo muito informativo, só não entendi o que é que a ilustração tem a ver com o texto. O desenho parece de uma menina quase fazendo xixi nas calças, o que talvez tenha a ver com o fato de estarem nascendo asinhas pontudas nas suas costas. Só que o texto fala sobre boas práticas de higiene; o que isso tem a ver com surrealismo? Projeto gráfico mais esquisito…
Fiquei curiosa para ver a versão masculina dessa obra…
Tem algum MacBook mais lindo que o meu? Pois é, estava dando uma volta no shopping e achei esse adesivo lindo num quiosque; perguntei o preço e o moço falou que era R$ 59,90. Eu achei caro demais e fui embora. Ontem passei de novo e voltei para namorar esse objeto de desejo; pois o mesmo moço disse que era o último dia do quiosque naquele shopping (eles iam se mudar para o aeroporto) e que estava rolando uma liquidação. Resultado, fiz meu MacBook ficar ainda mais lindo do que já era por módicos R$ 35!
Tem capinhas de estampas diversas (listras, flores, bolinhas, personagens) para celulares de várias marcas e modelos, notebooks, netbooks e todo o tipo de gadget lindo e inútil que se possa imaginar. Além disso, a cola é daquelas que não deixa vestígio algum. Amei!
Ontem fomos assistir UP - altas aventuras. Cada vez mais fico encantada por filmes 3 D, imaginando o que mais eles podem melhorar, pois, a cada vez, parece que já chegaram à perfeição dos detalhes. Nesse, além dos personagens fofos, notei que os produtores se deram ao trabalho de traduzir para o português partes ilustradas do desenho, como fachadas de lojas, bilhetes, álbuns de lembranças e tudo mais.
Eles devem ter renderizado várias vezes esses trechos para adaptar para cada língua, depois montaram e distribuíram. Achei de uma delicadeza digna de nota. Delícia de programa para domingo à noite…
Recebi essa ilustração na propaganda de um curso de “Programação neurolinguística aplicada à negociação” que recebi por e-mail. Será que no final do curso eles fazem um backup da nossa cabeça em um DVD? E aquele raio fazendo o disco voar? Será que o leitor de DVD (ou CD) está sendo ajustado como a aba de um boné?
Os olhos verdes do carequinha me assustaram (parece um vilão mutante). Não vou fazer o curso não…
O tempo continua feio, mas nem por isso a gente precisa se esquecer que é primavera. Olha só as fotos sensacionais que encontrei do genial fotógrafo Peter Lippmann. As flores imitam roupas e, claro, não são de verdade, mas, mesmo assim, não são lindas?
Só porque o céu está monocromático, não vamos desprezar a chegada da primavera. Para dar as minhas boas-vindas, escolhi os sapatos-flor do fotógrafo Michel Tcherevkoff. Achei no recém-descoberto e ótimo Talkz.
Adoro a abcDesign não só porque eles fazem a gentileza de me mandar a revista de presente a cada edição (eu já gostava antes, quando tinha que comprá-la), mas também porque além de linda e bem acabada, eles sempre usam papeis bem bacanas (e eu A-M-O papel). Pois falando no tal, li na newsletter que eles estão preparando uma matéria especial sobre artistas e designers que usam o papel como suporte. E chegaram na Mayuko Fujino, que utiliza a técnica de paper cutout e colagem. Ela mora no Japão e aprendeu sozinha essa técnica oriental, que usa uma ferramenta especial para os cortes delicados. Olha só que coisas lindas essa mulher consegue fazer só usando papel, cola, a tal tesoura especial e seu “célebro” para lá de iluminado!