Sabe quem faz os uniformes da Gol e da Varig? Você não vai acreditar, mas é uma empresa chamada SARRO! Entrei no site e eles parecem muito competentes, sendo que Sarro, no caso, é o sobrenome da fundadora. Nossa, ela deve ter passado a infância e a adolescência com todo mundo tirando o maior sarro do nome dela, mas parece que não ficou nenhum trauma.
Como será que as recepcionistas atendem ao telefone? “Maria da Sarro, bom dia“? Sei não, mas achei muito esquisito, até porque, segundo o dicionário Aulete, a palavra está relacionada a sujeira, crosta, manchas, coisa engraçada ou contato físico libidinoso e rápido em local público, amasso, agarramento, esfregação, bolinagem. Não consigo encontrar um só significado que justifique o uso do vocábulo como um ponto positivo que dê credibilidade a uma empresa séria (como parece ser o caso).
Quem descobriu esse verdadeiro sarro foi a espertíssima Mônica Fuchshuber. Valeu menina, obrigadão!
Pedestre também precisa se alongar! Foi pensando nisso que a mente criativa do(a?) Li Ming Hsing bolou um semáforo para pedestres muito original. O bonequinho fica dando instruções de alongamento, é só repetir. Quando o sinal abre, ele lembra que é preciso olhar atentamente para os dois lados antes de atravessar. Bom para o corpitcho e ótimo para a cuca!
Espere e alongue-se!
Já pode atravessar, mas antes olhe para os dois lados.
Tudo bem que tem aquela questão da mulher-objeto, etc, etc. Mas essas pin-ups são tão lindinhas que a gente até esquece um pouco desse papo. Não tem como não achar charmosa a embalagem desse chocolate, que vem com um selinho para ser retirado e mostrar as moçoilas em trajes íntimos.
Com hoje em dia a mulherada se deixando fotografar praticamente do avesso, não deixa de ter um certo ar de inocência essas mocinhas curvilíneas tão bem encaixadas no projeto gráfico (atenção especial para a tipografia fantástica).
Quem mora em Floripa não pode perder a 15º Mostra de Design IF-SC. O tema desse ano é “Debute, encare, busque!“; serão 3 dias de exposições, oficinas, palestras e festa (que ninguém é de ferro!). Já participei como palestrante em várias edições e amanhã (dia 1º de setembro outubro), às 19h45 vou falar sobre atitude profissional: dicas para quem está começando.
Quer saber tudo o que vai rolar em detalhes? É só clicar aqui!
Em busca de um jeito melhor de apresentar e organizar minhas ideias, comprei “Faça como Steve Jobs e realize apresentações incríveis em qualquer situação“, de Carmine Gallo. Nossa, se todo mundo lesse isso, quanta diferença em produtividade teríamos.
O autor é especialista no assunto e estudou ponto por ponto o que faz as apresentações de Jobs serem tão encantadoras e convincentes (é claro que ele tem produtos espetaculares para apresentar, o que facilita muito as coisas, mas estes também são reflexo do Job’s way of thinking).
É interessante observar que tudo no livro é absolutamente coerente com a bíblia das apresentações (Presentation Zen - Simple Ideas On Presentation Design And Delivery, de Garr Reynolds), que também recomendo fortemente (além do que, o livro é liiiindo!).
Mas vamos ao que interesssa: o que Steve Jobs faz de tão excepcional que atrai todo mundo para as suas apresentações? Vou compartilhar um pouco do que li, mas recomendo o livro todo.
Aahahahah… estou rindo até agora. Esse povo não tem mesmo mais o que inventar. Não é que uma empresa americana está patenteando cílios para farois de carros? É isso mesmo. Para o seu carro ficar mais charmoso, simpático e fashion, você pode colocar cílios postiços nos farois. Eu achei muito engraçado. Se cada pessoa que vir uma coisa dessas na rua der uma risadinha, já está valendo. Tudo por um trânsito mais bem-humorado.
Quer saber? Eu acho até que colocaria nos farois de gato do meu Ford KA. Só para colher sorrisos por aí…
Sempre que eu via aqueles band-aids estampadinhos com motivos infantis, achava uma graça — mas nunca aventei a possibilidade de usá-los; fica meio mané andar com a Hello Kitty ou a Barbie no dedo depois dos 40 (sorry, mas eu acho isso mesmo). Mas isso não quer dizer que gente grande tem que ficar de cara feia quando se machuca.
Olha só as estampas para band-aids que a marca Cinthia Rowley criou; adorei essas com fotos de pedras preciosas, um luxo!
Andei assistindo a um montão de palestras do projeto TEDx (Technology, Entertainment & Design) para uns cursos que estou preparando (nossa, dá para gastar dias, é tudo muito interessante). Aí esbarrei nesse vídeo aqui, onde Johanna Blakley mostra que, no mundo da moda, essa história de direitos autorais não pegou simplesmente porque a aplicação é inviável.
Em vez de prejudicar os designers, o negócio só faz crescer e fazer todo mundo ganhar dinheiro, ao contrário das indústrias onde as pessoas ainda se preocupam com isso.
A moça estuda o impacto da propriedade intelectual sobre a inovação e concordo com ela quando diz que temos que repensar essa questão; o mundo mudou muito e as receitas velhas não estão mais servindo. Os argumentos são matadores, vale muito a pena assistir.
Você pode selecionar legendas em português no rodapé do vídeo. São só 15 minutos para mostrar um outro ponto de vista sobre coisas que você achava que já sabia. Puro TEDx!
Em 1909, Harry Gordon Selfridge, fundador de uma loja de departamentos em Londres, cunhou a seguinte máxima para motivar seus funcionários a serem gentis: “o cliente tem sempre razão“. Desde então, a polêmica tem rolado solta. Há quem concorde, quem discorde, e até quem que se meta em brigas acirradas para ter razão sobre quem tem razão.
Coloque a frase entre aspas no Google, nosso oráculo moderno, e você vai encontrar todo tipo de defensor de cada parte. É como se clientes e empresas fossem inimigos declarados, cada qual tentando defender seus direitos.
A questão é que mais de um século já se passou e tem gente que não reparou que, não apenas essa página da história do marketing e relacionamento com clientes já foi virada há tempo, como até o livro mudou. Não faz mais sentido discutir esse tipo de coisa.
“Design thinking é essencialmente um processo de inovação centrado no ser humano que enfatiza a observação, a colaboração, o aprendizado rápido, a visualização de ideias, o conceito de prototipagem rápida e a análise dos concorrentes no mercado, que, no final das contas, influencia a inovação e a estratégia do negócio.“
Ano passado eu postei aqui o resultado de um concurso que acontece todo ano na Islândia, onde arquitetos e designers projetam torres de transmissão de energia elétrica diferentes e inovadoras. Bom, eu sou muito suspeita para dizer que o casamento entre design e engenharia elétrica é TUDO, mas vejam comigo se a coisa não ficou mesmo muito bacana.
O projeto vencedor desse ano foi feito pelo escritório americano Choi+Shine, e se chama “terra dos gigantes”. Eles mexeram um pouco na estrutura das torres e as transformaram em pessoas muitíssimo elegantes; a paisagem ficou surreal e misteriosa.
Será que algum dia eles vão colocar esses projetos em prática? Acho que seria a glória!
Fiquei sabendo pelo Like Cool, mas tem mais informações aqui.
Pena que sou um pouco traumatizada com portas diferentes (tinha bolado uma bem legalzinha para o meu antigo apê usando o buraco do olho mágico, mas o condomínio, que não possuía nenhum padrão para portas, resolveu estabelecer um só para acabar com a minha. Enfim…).
O condomínio onde eu morava não tinha nenhum senso de humor...
Bom, o criativo designer Koziel não poderia morar lá, mas ele certamente vive em um lugar onde as pessoas têm a mente mais arejada. Olha só que bacana um prédio inteiro com portas assim. Dá para aplicar em papel de parede ou vinil adesivo. Morri de inveja…
Na verdade, só não entendi muito bem o que ele fez com as maçanetas…
PS: A ideia era que ninguém entrasse na minha casa sem abrir um sorrisão (e funcionava, pelo menos com meus amigos).Pintei a porta com tinta acrílica e fiz algumas colagens (a saia foi feita com papel de presente e a máquina fotográfica colada em volta do olho mágico, tirei de uma revista especializada). Essas informações são para o caso de alguém morar num lugar com pessoas mais bem-humoradas e quiser tentar fazer a sua.
Olha só que show de embalagem o estudante de design americano Phurbu Dolma bolou para essas essências culinárias exóticas. Ao que tudo indica, além da embalagem, o rapaz também criou a marca exotiqué que ficou sensacional. E esses extratos florais de rosas vermelhas e lavanda dão até vontade da pessoa aprender a cozinhar, é ou não é? Nota 10 para o Phurbu!
Olha só que grande sacada o designer indiano Chetan Sorab do Epicenter Design teve: um cabide em forma de aviãozinho que tem várias utilidades, além de ser bem fácil de transportar (dá para usar um cabide só para transportar vários). Isso é que é unir o fofo, o útil e o divertido!
Acabei de ler “A lógica do consumo: verdades e mentiras sobre o que compramos” e estou encantada, assustada, perplexa, curiosa e cheia de palavras. Pena que a versão brasileira não conseguiu achar nada equivalente para traduzir a grande sacada que é “Buyology“, o título original.
O volume, escrito pelo consultor dinamarquês especializado em global branding, Martin Lindstrom, deveria ser leitura obrigatória para todo mundo que trabalha com marketing, design ou propaganda. É que o sujeito conseguiu parceiros suficientes para organizar o maior estudo até então feito sobre neuromarketing; ou seja, deu um jeito de escarafunchar nosso cérebro para descobrir como tomamos as decisões de compra.
Na real, cada capítulo mereceria uma resenha, mas um dos que mais me deixou perplexa foi o que fala de propaganda subliminar. Lindstrom conta que o termo foi cunhado em 1957 pelo pesquisador de mercado James Vicary, com a lendária inserção de quadros incitando o consumo de pipoca e Coca-Cola no meio de um filme, de maneira que só o subconsciente das pessoas conseguisse reconhecer as mensagens. Vicary saiu divulgando que as vendas tinham aumentado consideravelmente depois dessa experiência (e por causa dela), mas depois, em 1962, quando o experimento foi refeito e não se conseguiu os mesmos resultados, o próprio assumiu em uma entrevista que tudo não passava de invenção, inclusive os números referentes ao aumento das vendas. A Associação Psicológica Americana decretou que a propaganda subliminar não funcionava tão bem como a tradicional.
Nossa, minha passagem por Belo Horizonte foi curta, mas ótima. Coisa mais linda ver um Estado que realmente investe no design a ponto de considerá-lo um projeto estruturante (isto é, tem prioridade). Além do mais, fui muito bem recebida e pude contar com uma plateia atenta e maravilhosa; isso sem falar na atenção e competência do pessoal do Sebrae de lá.
Se metade dos Estados brasileiros tivessem a visão estratégica que Minas tem em termos de design, a gente já teria deixado fornecedor de commodities para o mundo há muito tempo.
Bom, isso era sobre design. Sobre o sol e o calorzinho de 27 graus não vou nem falar porque já bate uma saudade…
Sempre que pego um engarrafamento e me vejo emparedada entre ônibus e caminhões, fico pensando que, já que não temos um transporte coletivo minimamente decente, pelo menos os veículos pesados podiam andar na faixa da direita, como prescreve o código de trânsito.
Em algumas cidades, boa parte do a lentidão foi solucionada com uma faixa exclusiva para ônibus. Uma solução chinfrim, mas até então, em lugares onde não há metrô, ninguém tinha tido uma ideia mais eficiente.
Pois agora um chinês criativo pensou melhor (lá o problema deve ser bem mais grave) e olha só que genial: desenhou um ônibus onde os carros podem passar por baixo, como se fosse um túnel móvel. Claro que só daria para andar com essa nave nas avenidas mais largas, mas mesmo assim achei simplesmente o máximo, um verdadeiro luxo!
Uma das coisas que adoro é moda; por isso, não me fiz de rogada quando recebi o convite para fazer parte do conselho editorial do e-periódico científico Moda Palavra, do curso de moda da Udesc. Faço isso desde 2005, quando a revista ainda era impressa; a cada edição eu analiso 2 ou 3 artigos e aprendo um montão. Para quem está pesquisando a respeito, tem bastante coisa útil e interessante, eu garanto!
Clique aqui e leia a edição 6, que acabou de sair!
Talvez essa seja uma solução para o problema do nosso trânsito sempre congestionado (principalmente por aquelas picapes e caminhonetes enoooormes levando, geralmente, só uma pessoa sem noção dentro).
A empresa americana Commuter Cars está lançando o Tango, um carro elétrico para uma pessoa (mesmo!). A paixão da minha vida ainda continua sendo o Smart, mas esses coloridinhos até que são bem charmosos. Fiquei curiosa com a estabilidade dele nas curvas, mas não deve ser pior que um EcoSport (que chega ao absurdo de colocar uma adesivo do lado de dentro alertando para a propensão a capotagens).
No site, eles dizem que o carrinho é bem seguro por causa do centro de gravidade baixo (eles mostram vídeos impressionantes) e chega a 200 km/h (praticamente uma moto). Também tem barras de proteção lateral iguais a de um carro de corrida.
Já tinha simpatizado com o modelito, mas fiquei gostando mais ainda agora que soube que o George Clooney tem um (suspiro…).
Assino várias newsletters de sites de design, mas nem sempre consigo dar conta de ler tudo. Mas na semana passada recebi um texto da Before&After Magazine que achei interessante compartilhar aqui. Um amigo do designer John McWade pediu para que ele lhe desse algumas dicas de pontos que deveriam ser levados em consideração na contratação de um profissional. Segue, abaixo, uma tradução livre (o texto original está aqui).
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1) Paixão, visão e automotivação. Sem essas qualidades, você estará arrastando uma pedra. Você precisa de alguém com quem compartilhar a sua visão. Nada pior do que um designer tipo “o que você quer que eu faça agora?“. Bem, existe sim. Alguém melindroso e confuso também.
2) Vocabulário. Um líder criativo deve ser capaz de articular o que está acontecendo e porquê, em linguagem que você e seu staff possam entender. Se você começar a escutar termos vagos como “pop” e “impacto“, faça-o explicar o que isso significa. Procure ouvir algo como “se nós fizermos A e B, podemos esperar C“. Isso não é trivial.
3) Inteligência inquisitiva. Procure por alguém curioso acerca de tudo e que aborde a vida com senso de deslumbramento. Similarmente, quero alguém que invista tempo para aprender sobre minha empresa e quais as questões são importantes.
Olha só que ideia mais original: o designer alemão Nico Kläber, recém-formado e muito talentoso, bolou a secadora DryMate como trabalho de conclusão de curso.
Ele não se esqueceu das aulas de física e lembrou-se do princípio de que a água evapora a temperaturas menores do que 100ºC se a pressão for muito baixa (num ponto que seria considerado tecnicamente vácuo).
Assim, em vez de gastar energia aumentando a temperatura no interior da secadora para fazer com que a água da roupa evapore, basta ir retirando o ar e baixando a pressão. Além de economizar energia, a outra vantagem é que as roupas delicadas não encolhem, pois o interior do aparelho não esquenta muito.
Linda, econômica, sustentável, charmosa e inteligente. Nota MIL para esse rapaz!
Oi, pessoal de Minas! Dia 5 de agosto (quinta-feira) vou estar aí para falar sobre “DNA Empresarial: identidade corporativa como referência estratégica“. A promoção é do Sebrae-MG e o pessoal que quiser mais informações pode ligar para (31) 3247-2246 ou mandar e-mail para esse endereço aqui.
Olha só o cartaz, que bacanudo! (clique na imagem para ampliá-la)
Hummmm…. lá vou eu comer mais coisas gostosas nessa terra linda!
O pecado é inerente ao ser humano e, desde que o conceito existe, temos convivido com a culpa como se fosse uma sombra; dependendo do sol, ela some, mas sempre volta. O povo apronta bastante, mas, quando sente que pegou pesado, corre atrás de salvação para sua alma atormentada na esperança de que alguém passe a mão na sua cabeça e diga que está tudo bem; nem foi tão mal assim, vai.
Empreendedora como sempre foi, na Idade Média a Igreja sacou que aí havia uma grande oportunidade de negócio e começou a vender pequenos pedaços de papel com o perdão escrito por sacerdotes autorizados. Em parte, o sucesso da prensa de Gutenberg se deu por essa “malinagem”, uma vez que quase ninguém sabia ler na época, mas todo mundo tinha pecados guardados nas gavetas e nos armários. O resultado é que descobriu-se que imprimir indulgências era o mesmo que imprimir dinheiro e o projeto foi um tremendo sucesso. Dizem alguns historiadores que essa foi a gota de tinta que faltava para que Lutero se revoltasse e consolidasse a Reforma Protestante. A coisa foi tão escandalosa que, depois de muita indulgência vendida, a Igreja achou por bem colocar fim nesse comércio de perdões, pelo menos oficialmente (como não freqüento nenhuma igreja, não sei bem como funciona hoje, então vamos deixar assim).
De qualquer maneira, os tempos mudaram, mas os seres humanos e, principalmente, seus pecados, continuam bombando. A diferença é que, como as pessoas estão menos pudicas e as leis dão conta dos crimes mais sérios, o grande pecado de nossa época é atentar contra a sustentabilidade do planeta. Simples como a tabuada de dois, todo mundo tem pelo menos algum grau de consciência de que, do jeito que a coisa anda, a gente não vai muito longe. O planeta está se desintegrando a olhos vistos e tudo por culpa da absoluta falta de educação de uma geração mimada que cresceu (e se multiplicou) achando que os recursos eram infinitos e que algum funcionário solícito iria aparecer do além para limpar a sujeira e deixar tudo em ordem de novo.
Então, crianças, quando a gente sabe que está fazendo alguma coisa errada, mas não quer mudar porque acha bom assim mesmo, faz o quê? Ressuscita da Idade Média a tal da indulgência, agora na versão empresarial na forma de créditos de carbono e na versão civil, na forma de camisetas engajadas, adesivos irados e biocombustível.
Gente, olha só que link mais sensacional o meu querido professor de yôga Enio Peretti me mandou: o elegantíssimo blog a book cover day, que publica todo dia uma belíssima capa de livro. Pelo jeito o blog é bem jovem, pois ainda só tem 3 páginas, mas tem tudo para ser um sucesso. Pelo bom gosto nas escolhas, virei fã e vou frequentar. Olha só uma amostra.
Bom, já disse aqui várias vezes que joias não fazem a minha cabeça, mas quando recebi a newsletter do YankoDesign não pude deixar de me encantar com essa solução simples e elegante, como o bom design deve ser. São apenas duas alianças soldadas: uma no tamanho do dedo e outra bem pequenininha. A sombra da pequena sobre a grande forma um coração. Não é lindo?
Eu nem ia postar aqui, mas está bombando em tudo que é blog de design essa “inovação” que o povo está considerando o maior sucesso: vinho que vem em taças descartáveis PET. A ideia é comprar, beber e depois jogar fora (que eles chamam de reciclagem). Não tem nenhuma diferença entre isso e aquele zilhão de garrafinhas de água mineral que assolam o planeta. Não posso ficar quieta vendo isso em blogs onde as pessoas deveriam entender o conceito de design sustentável.
Gente, não é por aí! Não é porque uma coisa é reciclável que ela VAI necessariamente ser reciclada. Reciclagem implica em mais gasto de energia e está longe de ser a solução para o problema da sustentabilidade. Antes de reciclar é preciso REDUZIR e REUSAR. Reciclagem é só se não tiver outro jeito mesmo.
Para mim, essa solução “genial” só colabora para a gente produzir mais lixo (ninguém fala como a “tampinha” vai ser reciclada; além do mais, uma taça de vidro pode ser reutilizada infinitas vezes). Isso não é um projeto sustentável e está sendo vendido como tal.
Olha aqui o mais recente sucesso no mundinho virtual (o duro é que está todo mundo achando o máximo…).
Bom, também não posso deixar de dizer que, para quem realmente gosta de vinho, beber em taça de plástico é de supremo mau gosto…
Para saber mais sobre esse projeto (propaganda enganosa, na minha opinião), clique aqui.
Tá bom, vou só engrossar o coro: achei que essa marca gráfica da copa de 2014 ficou amadora. Como disse o Alexandre Wollner, um dos maiores designers do país, parece alguém escondendo o rosto de vergonha. Também rolou uma piadinha que parecia o Chico Xavier psicografando um livro. Já vi até alguém comentar que é uma mão acariciando uma boa bunda brasileira ou uma metáfora para dizer que está todo mundo “metendo a mão”. Enfim, penso que mais do que a questão estética, o maior problema é a gama de interpretações engraçadinhas (e não necessariamente desejadas) que o projeto favorece. O pessoal da agência Africa deixou a bola quicar (não pude resistir ao trocadilho infame) e o povo está chutando mesmo.
O que será que está acontecendo? Uma nova tendência estética no design ou apenas incompetência mesmo? Se fosse só aqui no Brasil eu até entenderia, mas lembrando a marca que vai representar Londres nas Olimpíadas de 2012 (que não é nem um pouco melhor que a nossa) dá até vontade de chorar..
Sou uma pessoa extremamente visual e, talvez seja esse o motivo das embalagens me fascinarem tanto. Por isso, saí dando pulinhos de alegria quando fui convidada para ministrar a disciplina “Projeto experimental de embalagens” no curso de design da UNISUL. Já tinha uma vasta coleção de embalagens (tenho uma predileção especial por latinhas e caixinhas), tanto físicas como em fotos, mas achei a desculpa certa para comprar mais um monte de livros (um buracão nas minhas finanças, mas com justificativa) e agora, meu radar, antes já bem azeitado, está funcionando a milhão. Já tenho mil ideias e a certeza de que não vai dar tempo de mostrar tanta coisa em apenas 30 horas (tenho que considerar o tempo para os alunos fazerem o projeto).
Pois estava pesquisando sobre esse delicioso assunto quando encontrei o projeto de um artista americano que fez um experimento ousado e, surpreendentemente, muito bem sucedido.
Ele simplesmente transforma o lixo de New York em souvenir, vendendo-o em caixinhas pequenas de acrílico totalmente à prova de odores. O negócio fica interessante porque não há dois iguais (é lixo recolhido na rua mesmo, que ele arruma nas caixinhas como se fossem ikebanas).
O projeto começou em 2001, quando Justin Gignac discutia com amigos sobre a importância da embalagem no processo de compra. Ele se auto-desafiou então a vender uma coisa que ninguém compraria de jeito nenhum apenas trabalhando corretamente o projeto da embalagem. Lixo era a resposta, e deu muito certo.
Hoje, as famosas caixinhas possuem até edições limitadas com o lixo coletado em eventos históricos, como a convenção republicana e a posse de Obama, por exemplo. Cada caixinha custa U$ 50 e ele já vendeu 1.300 peças para 29 países. Duvida? Clica aqui!