Genial a campanha de prevenção da Fundação de Câncer de Mama de Singapura pela agência DDB. A chamada é: “você está obcecada pelas coisas certas?“.
A ideia é mostrar que, às vezes, a gente fica obcecada por partes do nosso corpo que nem são um problema tão sério, quando, na verdade, devia prestar mais atenção à saúde dos nossos peitinhos (ou peitões, em alguns casos). Os exemplos de preocupações bobas são uma espinha no rosto, umas gordurinhas a mais na retaguarda e um cabelo que acordou rebelde. O conceito é ótimo, mas o que chamou atenção mesmo foi o capricho na execução, olha só!
Essa obra espetacular está em tudo quanto é blog de propaganda e design, mas mesmo assim achei que valia a pena dar mais um reforço, afinal, o assunto é importante e sendo assim tratado com tanta genialidade, fica difícil de resistir. De qualquer maneira, obrigadão à Sabrina Mix, que me mandou também a dica pelo Google Reader!
Olha só o novo restaurante mexicano que o sempre atento Cristiano Chaussard, da InoveIdeia, descobriu aqui em Floripa. As pessoas deveriam testar a eufonia dos nomes que escolhem para suas marcas a fim de evitar esse tipo de associação com piadinhas escatológicas. Leia bem rápido e entenda do que estamos falando…rsrsrsrsss….
Em tempo: eufonia, segundo o dicionário Aulete, é a sucessão harmoniosa de fonemas pelo encadeamento feliz de sons (vogais) e articulações (consoantes), livre de repetições, combinações dissonantes ou desagradáveis.
Sabe quem faz os uniformes da Gol e da Varig? Você não vai acreditar, mas é uma empresa chamada SARRO! Entrei no site e eles parecem muito competentes, sendo que Sarro, no caso, é o sobrenome da fundadora. Nossa, ela deve ter passado a infância e a adolescência com todo mundo tirando o maior sarro do nome dela, mas parece que não ficou nenhum trauma.
Como será que as recepcionistas atendem ao telefone? “Maria da Sarro, bom dia“? Sei não, mas achei muito esquisito, até porque, segundo o dicionário Aulete, a palavra está relacionada a sujeira, crosta, manchas, coisa engraçada ou contato físico libidinoso e rápido em local público, amasso, agarramento, esfregação, bolinagem. Não consigo encontrar um só significado que justifique o uso do vocábulo como um ponto positivo que dê credibilidade a uma empresa séria (como parece ser o caso).
Quem descobriu esse verdadeiro sarro foi a espertíssima Mônica Fuchshuber. Valeu menina, obrigadão!
Pedestre também precisa se alongar! Foi pensando nisso que a mente criativa do(a?) Li Ming Hsing bolou um semáforo para pedestres muito original. O bonequinho fica dando instruções de alongamento, é só repetir. Quando o sinal abre, ele lembra que é preciso olhar atentamente para os dois lados antes de atravessar. Bom para o corpitcho e ótimo para a cuca!
Espere e alongue-se!
Já pode atravessar, mas antes olhe para os dois lados.
Se tem uma coisa que eu amo fazer nessa vida é dançar. Pena que não sou muito da noite e as baladas dançantes começam muito tarde. Por que essas coisas não começam às 9 da noite para a gente dançar até se acabar e ainda prestar para alguma coisa no dia seguinte?
Agora achei esse vídeo que faz uma montagem fantástica de filmes com cenas de dança. Dá uma olhada só para ver o que o artista conseguiu achar no baú de preciosidades: tem de Grease a Flashdance, passando por Pulp Fiction, True Lies, Embalos de sábado à noite, Dançando na chuva, Sete noivas para sete irmãos, O sol da meia noite e mais um montão de achados sensacionais. As cenas (mais de 40) foram encaixadas direitinho como se todos estivessem dançando Footlose. Dá para assistir várias vezes sem enjoar. Adorei!
O que tem de publicitário descontrolado procurando qualquer espacinho que seja para “novas mídias” não é brincadeira. Olha só a porquice que fizeram nas mesas da praça de alimentação do shopping Beiramar, em Floripa.
A praça era feia e poluída visualmente; com o advento da concorrência (sempre muito saudável), o Beiramar fez uma reforma e o ambiente ficou lindo, clean, confortável e tão aconchegante quanto pode ser uma praça de alimentação. Mas eis que chega um sem noção e gruda essas coisas no tampo das mesas.
Eu gosto de comer sushi porque é uma comida bonita, harmônica, estética, equilibrada. Agora põe um prato bacanudo em cima de uma mesa horrorosa dessas! Parece que estou comendo em cima de jornal. Onde está o foco na experiência do cliente, nas sensações, na percepção agradável e positiva?
Não sei vocês, mas eu não volto lá enquanto não tirarem esse lixo de cima da mesa…
Semana passada matei as saudades do Centro Tecnológico da UFSC participando de um workshop de design de serviços (show!) e dei uma passeada pelo velho e querido campus. Olha só que azaleias mais lindas, todas floridas! Mas do que eu mais sinto saudades é daquele cheirinho de eucalipto no caminho para a biblioteca central. Bons tempos…
Meodeos, até onde uma pessoa pode ir na falta de noção e princípios? Olha só essa manchete da Folha de São Paulo de hoje:
Penso que desonestidade é um problema que depende do caráter e não das circunstâncias, pois não consigo encontrar explicação para um juiz militar (não deve ser por dinheiro, pois tenho a mais absoluta certeza que ele ganha muuuuito mais que eu, inclusive com garantias trabalhistas que não tenho) se dar ao trabalho de roubar cabos telefônicos. É baixaria demais, não dá para entender. Não dá para entender.
Aahahahah… estou rindo até agora. Esse povo não tem mesmo mais o que inventar. Não é que uma empresa americana está patenteando cílios para farois de carros? É isso mesmo. Para o seu carro ficar mais charmoso, simpático e fashion, você pode colocar cílios postiços nos farois. Eu achei muito engraçado. Se cada pessoa que vir uma coisa dessas na rua der uma risadinha, já está valendo. Tudo por um trânsito mais bem-humorado.
Quer saber? Eu acho até que colocaria nos farois de gato do meu Ford KA. Só para colher sorrisos por aí…
Sempre que eu via aqueles band-aids estampadinhos com motivos infantis, achava uma graça — mas nunca aventei a possibilidade de usá-los; fica meio mané andar com a Hello Kitty ou a Barbie no dedo depois dos 40 (sorry, mas eu acho isso mesmo). Mas isso não quer dizer que gente grande tem que ficar de cara feia quando se machuca.
Olha só as estampas para band-aids que a marca Cinthia Rowley criou; adorei essas com fotos de pedras preciosas, um luxo!
Relutei em postar mais uma palestra do TED (está ficando chato tanto vídeo), mas essa é imperdível mesmo. David Logan fala sobre as relações sociais e que todos nós fazemos parte de tribos. Existem 5 níveis diferentes; em qual deles você está?
Olha só o que acabei de ficar sabendo pelo sempre antenado Caros Ouvintes: Florianópolis agora vai ter um projeto de leitura nos terminais urbanos, tipo uma biblioteca de gente civilizada, onde você pega o que quer e depois devolve, sem precisar de carteirinha.
O projeto está funcionando em três terminais: Centro, Rio Tavares (Sul da Ilha) e Canasvieiras (Norte da Ilha), por onde passam 185 mil pessoas diariamente. Entre livros e revistas, 2.500 obras já estão disponíveis.
Olha como funciona
1- Pegue a obra que quiser nos expositores (estantes) em um dos terminais do projeto.
2- Se quiser, leve o livro ou a revista para ler durante o trajeto da sua viagem (pode levar para casa também).
4- Depois, devolva em um dos expositores e dê a oportunidade para que outras pessoas também possam ler.
5- Para aumentar o número de obras, faça doações colocando seus livros e revistas nas estantes dos terminais.
Uauauauau!!!! Nota mil para quem teve a ideia e conseguiu implementá-la!
Olha só que bacana a ideia do dono dessa loja de bicicletas na cidade de Altlandsberg, na Alemanha. Ele colocou todas as magrelas penduradas nas paredes externas do prédio, criando uma instalação muito original. Mas o que será que ele faz se você pede “aquela lá de cima, ao lado da azul?“. Acho que aqui no Brasil também iria ter o problema de aparecerem uns gatunos alpinistas na calada da noite…
Ok, todo mundo já sabe que a companhia aérea chilena LAN Chile se juntou com a TAM. Beleza. Mas, convenhamos, LATAM é lá nome que se dê a uma holding de aviação?
Seilá, parece que o negócio foi meio que na pressa. Pelo menos, foi o que me pareceu. E a gente vai ficar voando nesses Latans por aí…
Andei assistindo a um montão de palestras do projeto TEDx (Technology, Entertainment & Design) para uns cursos que estou preparando (nossa, dá para gastar dias, é tudo muito interessante). Aí esbarrei nesse vídeo aqui, onde Johanna Blakley mostra que, no mundo da moda, essa história de direitos autorais não pegou simplesmente porque a aplicação é inviável.
Em vez de prejudicar os designers, o negócio só faz crescer e fazer todo mundo ganhar dinheiro, ao contrário das indústrias onde as pessoas ainda se preocupam com isso.
A moça estuda o impacto da propriedade intelectual sobre a inovação e concordo com ela quando diz que temos que repensar essa questão; o mundo mudou muito e as receitas velhas não estão mais servindo. Os argumentos são matadores, vale muito a pena assistir.
Você pode selecionar legendas em português no rodapé do vídeo. São só 15 minutos para mostrar um outro ponto de vista sobre coisas que você achava que já sabia. Puro TEDx!
Estava aqui trabalhando quando acabei de me lembrar que hoje é sexta-feira, 13 de agosto e nós temos dois gatos pretos em casa para dar sorte! Vivam de inveja, queridos…
O Sr. Heitor, que já tem 9 anos de idade
Otávio, nosso caçula-celebridade que ainda não tem 3 anos
Para dizer bem a verdade, estou completamente em pânico com a montanha de trabalho que resolveu se instalar sobre a minha mesa — os prazos são apertados e o tempo urge — mal consigo responder aos e-mails que me chegam. A parte boa é que a produção está alta; mas o pobre do bloguinho aqui sofre um pouco com isso.
A dica é que recentemente comecei a assinar uma Newsletter e estou encantada. É a “Quebra Tudo: ideias para quem tem senso de urgência“, do site BizRevolution. O Ricardo Jordão Magalhães, dono do pedaço, fala sobre quase tudo e de uma maneira muito empolgada (me identifiquei totalmente). Além disso, o cara consegue produzir muito material, eventos diversos, palestras e consultorias (quero aprender como se dá conta!).
O foco da publicação é marketing B2B, mas o sujeito consegue integrar vários assuntos de maneira interessante e com uma redação contagiante.
Ainda vou reservar um tempo para explorar todo o potencial desse negócio, mas se alguém quiser fazer uma visita, é só clicar aqui (gente, juro que isso não é propaganda, certeza que o tal Ricardo nunca ouviu falar de mim e nem do Haroldo, tá?).
Olha o presentão que acabei de ganhar do ilustrador Rodrigo Tramonte: ele achou essa propaganda de uma empresa que não esconde que não está nem aí para os ouvidos alheios — eles querem é causar! O posicionamento é bem claro, o público em questão são os bad boys, aqueles rapazes maus que andam por aí em carros rebaixados, com película escura, o som ligado no último volume e que acham que essa história de se preocupar com poluição sonora é coisa de mulherzinha.
Tá bom, é bizarro, mas ninguém pode chamá-los de incoerentes…
Pois é, o diagnóstico da Dra. Ioná é que o Otávio está com o fígado alterado por conta de ter sido sedado e de ter tomado antibióticos vários devido à crise renal, além de também ainda ter muitos cristais na bexiga. Então, em resumo, ele não pode tomar mais nada injetável, mas não pode ficar sem tratamento. O Conrado e eu teremos que usar todo o nosso talento e paciência (e, talvez, uma luva de couro daquelas de treinar águias) para dar comprimidos para o moço, além da comidinha especial.
Acabei de chegar do cinema: fui ver “The inception“. Todas as críticas que tinha lido a respeito falavam que era o Matrix do século XXI. Olha, a história é bem bacana, bem montada, atores ótimos, tudo encaixadinho até o final espirituoso; mas ainda acho Matrix insuperável em termos de criar minhocas dentro da cabeça da gente.
De qualquer maneira, recomendo. É impressionante a capacidade que alguns seres humanos têm de serem tão criativos e bolarem histórias tão complexas e bem tramadas. Vai lá que é muito bom!
Nossa, minha passagem por Belo Horizonte foi curta, mas ótima. Coisa mais linda ver um Estado que realmente investe no design a ponto de considerá-lo um projeto estruturante (isto é, tem prioridade). Além do mais, fui muito bem recebida e pude contar com uma plateia atenta e maravilhosa; isso sem falar na atenção e competência do pessoal do Sebrae de lá.
Se metade dos Estados brasileiros tivessem a visão estratégica que Minas tem em termos de design, a gente já teria deixado fornecedor de commodities para o mundo há muito tempo.
Bom, isso era sobre design. Sobre o sol e o calorzinho de 27 graus não vou nem falar porque já bate uma saudade…
Ontem à noite, quando fui dar boa noite para o Otávio, notei duas coisas: ele estava irritado e não queria colo (sinal que estava sentindo dor) e fez xixi no chão (coisa que nunca fez). O Conrado também tinha notado que o fofucho estava demorando muito na caixinha de areia. Lá fui hoje levá-lo na Dra. Ioná, segunda mãe dele. Ela o examinou, tirou sangue para fazer exames, coletou urina (ele também fez xixi na mesa dela) e concordou que, pelo mau-humor, o docinho devia estar com muita dor. O moço ganhou um analgésico forte enquanto não saem os resultados dos exames e agora já parece ótimo de novo, com o bom-humor que sempre teve (já está trabalhando normalmente no posto que ele divide na minha mesa com os outros 3 gatos da casa).
Agora é esperar para ver o diagnóstico. Como amanhã vou a Belo Horizonte (se a Gol me levar, é claro), o Conrado é que vai assumir o papel de pai e cuidar do fofo. Família é isso aí mesmo: pai de gato também é pai, é ou não é?
Não pude deixar de pensar que, com esse frio horrorendo que está fazendo, nessa mesma época, no ano passado, o Otávio estava preso sozinho num barraco de material de construção, escuro, úmido e gelado.
Esse rapazinho já sofreu muito, não precisava mais, né?
Sempre que pego um engarrafamento e me vejo emparedada entre ônibus e caminhões, fico pensando que, já que não temos um transporte coletivo minimamente decente, pelo menos os veículos pesados podiam andar na faixa da direita, como prescreve o código de trânsito.
Em algumas cidades, boa parte do a lentidão foi solucionada com uma faixa exclusiva para ônibus. Uma solução chinfrim, mas até então, em lugares onde não há metrô, ninguém tinha tido uma ideia mais eficiente.
Pois agora um chinês criativo pensou melhor (lá o problema deve ser bem mais grave) e olha só que genial: desenhou um ônibus onde os carros podem passar por baixo, como se fosse um túnel móvel. Claro que só daria para andar com essa nave nas avenidas mais largas, mas mesmo assim achei simplesmente o máximo, um verdadeiro luxo!
Ontem foi o Dia do Motociclista e, mesmo não dando para viajar, a data não passou em branco: dei uma entrevista no programa Ver Mais da RIC Record SC e ganhei uma caricatura bem engraçada do Rodrigo Tramonte. Ambos estão no blog duasmotos, vai lá dar uma olhada!
Em física ou matemática, mega é um múltiplo de qualquer unidade de medida que multiplica por 1.000.000 o número que está na frente dele. Assim, 2 mega qualquercoisa é igual a 2.000.000 qualquercoisa. Dito isso, alguém pode me explicar a promoção abaixo?
Está certo que o black dog é muito mais que um hot dog, mas põe muuuito mais nisso…
Presente do sempre atento JR Guimarães. Obrigadão!!
A gente desperdiça tanta coisa que nem percebe: voz, amplificadores de som, energia, atenção. Estou falando das chamadas dos vôos nos aeroportos. Quando fomos para Berlim, reparamos que o serviço de alto-falante do aeroporto de Guarulhos chamou um tal de sr. Alessandro pela última vez pelo menos umas 10 vezes (todas elas eram a última chamada para o embarque). Por causa do tal Sr. Alessandro e mais uma galera que se perde nos cafés, todo mundo tem seus ouvidos transformados em aterro sanitário. É um berreiro só, onde ninguém escuta nada.
Ontem, em Congonhas, mais uma vez reparei no barulho. Aquele aeroporto tem o dom de fazer com que as aeronaves se reposicionem loucamente e sem controle, mudando o portão de embarque à toda hora. Pois é, fazer o quê, se os anúncios precisam ser feitos e os srs. Alessandros precisam embarcar?
Pois lembrei imediatamente do aeroporto de Heathrow, no Reino Unido, onde fizemos conexão. Heathrow é o terceiro aeroporto mais movimentado do mundo (Guarulhos nem aparece na lista dos 30 maiores) e o terminal 5, onde estivemos, foi construído apenas para atender aos vôos da British Airways.
Por incrível que pareça, mesmo com o absurdo de pessoas circulando pelo local, foi o aeroporto mais silencioso que já conheci, e não somente pelo projeto acústico bem-feito. É que no painel de vôos há um aviso de que só será feita a última chamada de cada vôo para evitar gerar ruídos dispensáveis, já que se está trabalhando para que o ambiente não seja motivo de stress para as pessoas que o frequentam. Cada um que controle o seu portão de embarque e preste atenção.
Sustentabilidade, respeito pelos outros, gentileza, educação. É isso aí. Se ao menos a gente aprendesse um pouquinho com essas experiências…
Depois de 4 dias em Sampa lendo e-mails apenas pelo celular, a caixa postal está transbordando. Mas calma, que dou conta, tá, pessoas? É só ter um pouquinho de paciência…
A viagem foi ótima, revi amigos queridos, comprei livros, comi muuuuito bem, fiz contatos importantíssimos; voltei com um visto para os EUA e mais um monte de trabalho para fazer. Acho que encontrei a editora dos meus sonhos e em breve teremos novidades (tenho que reescrever boa parte do meu próximo livro e mudar o enfoque; coisa mais boa encontrar um editor que faz o trabalho de um editor!).
Pena que a banza aqui descobriu que a máquina estava sem bateria logo na primeira foto; pois é, acho que terei que voltar…
O pecado é inerente ao ser humano e, desde que o conceito existe, temos convivido com a culpa como se fosse uma sombra; dependendo do sol, ela some, mas sempre volta. O povo apronta bastante, mas, quando sente que pegou pesado, corre atrás de salvação para sua alma atormentada na esperança de que alguém passe a mão na sua cabeça e diga que está tudo bem; nem foi tão mal assim, vai.
Empreendedora como sempre foi, na Idade Média a Igreja sacou que aí havia uma grande oportunidade de negócio e começou a vender pequenos pedaços de papel com o perdão escrito por sacerdotes autorizados. Em parte, o sucesso da prensa de Gutenberg se deu por essa “malinagem”, uma vez que quase ninguém sabia ler na época, mas todo mundo tinha pecados guardados nas gavetas e nos armários. O resultado é que descobriu-se que imprimir indulgências era o mesmo que imprimir dinheiro e o projeto foi um tremendo sucesso. Dizem alguns historiadores que essa foi a gota de tinta que faltava para que Lutero se revoltasse e consolidasse a Reforma Protestante. A coisa foi tão escandalosa que, depois de muita indulgência vendida, a Igreja achou por bem colocar fim nesse comércio de perdões, pelo menos oficialmente (como não freqüento nenhuma igreja, não sei bem como funciona hoje, então vamos deixar assim).
De qualquer maneira, os tempos mudaram, mas os seres humanos e, principalmente, seus pecados, continuam bombando. A diferença é que, como as pessoas estão menos pudicas e as leis dão conta dos crimes mais sérios, o grande pecado de nossa época é atentar contra a sustentabilidade do planeta. Simples como a tabuada de dois, todo mundo tem pelo menos algum grau de consciência de que, do jeito que a coisa anda, a gente não vai muito longe. O planeta está se desintegrando a olhos vistos e tudo por culpa da absoluta falta de educação de uma geração mimada que cresceu (e se multiplicou) achando que os recursos eram infinitos e que algum funcionário solícito iria aparecer do além para limpar a sujeira e deixar tudo em ordem de novo.
Então, crianças, quando a gente sabe que está fazendo alguma coisa errada, mas não quer mudar porque acha bom assim mesmo, faz o quê? Ressuscita da Idade Média a tal da indulgência, agora na versão empresarial na forma de créditos de carbono e na versão civil, na forma de camisetas engajadas, adesivos irados e biocombustível.
Pra que tanto frio, gentem? Os gatículos aqui estão todos encarangados, mesmo com seus casacos de pele naturais. O Otávio já está bem, só um pouco enjoado para comer (também, depois de tanto remédio, tadinho).
Amanhã o Conrado e eu vamos a Sampa e eu só volto na quarta (espero que com novidades); ainda bem que vamos poder contar com o auxílio luxuoso da segunda mãe do Otávio, a Dra. Ioná, que vem cuidar dele e dos irmãos peludos até domingo, quando o Conrado chega.
Vou tentar postar da terra da garoa, mas como não estou levando notebook, não dá para garantir. Então,um final de semana bem quentinho para todo mundo!
Faz pouco tempo que descobri o divertido Donde estás, corazón?, um blog de duas amigas que mostram o dia-a-dia da turma (delas). Eu não conheço ninguém (se bem que de vez em quando reconheço alguns atores de teatro aqui da ilha), mas me divirto horrores com a linguagem e os comentários (elas são muito espirituosas).
O que eu acho mais legal é o jeito que as moças encontraram para chamar Florianópolis: Flower Now Please!
Não é um achado fonético? Eu achei…
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PS: A Bia (uma das meninas que falei) escreveu para contar que quem inventou o termo foi o ator Igor Lima (tomara que ele não vá para a Globo, o cara é muito bom; deve haver um jeito de ficar rico e famoso sem trabalhar em novela), que conheci no ótimo “Teatro de Quinta“. Pela criativdade do moço já dá para ter uma ideia do naipe do espetáculo…
O Otávio está cada vez mais fofo, mas hoje, depois de observar que ele estava demorando demais na caixinha para fazer xixi, levei-o na Dra. Ioná. Depois de um ultrassom, descobriu-se que a bexiga do moço está cheia de pedrinhas (ele tomou um analgésico, pois, apesar de não reclamar, deve estar sentindo dores).
Amanhã ele vai fazer uma lavagem na bexiga para ver se resolve e, por conta disso, o rapaz terá que ficar em jejum. Por que é que um bichinho tão querido, que nunca fez mal para ninguém sofre tanto, né?